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Resenha: Columbine - Dave Cullen

Livro: Columbine
Autor: Dave Cullen
  Editora: DarkSide Books
Páginas: 480
Nota:⭐⭐⭐


Sinopse

O dia 20 de abril de 1999 deixou uma marca indelével na história norte- americana. O Massacre de Columbine pode não ter sido o primeiro tiroteio em massa, mas foi o primeiro da era digital — e o primeiro de larga magnitude. Na esteira dos acontecimentos de Newtown, Aurora, Virginia Tech, Christchurch, Suzano e Ohio, torna-se cada vez mais urgente compreender e confrontar acontecimentos como o de Columbine. Nossa arma é reaprender a ouvir a dor que
cresce em silêncio no outro e no cerne dos valores da nossa sociedade.

Columbine é lembrado até os dias de hoje sempre que um episódio horrível e  similar ocorre, mas boa parte do que sabemos sobre o massacre está errado. Erros factuais e testemunhos duvidosos propagados à época permanecem verdade absoluta para muitos; é fácil dizer que dois meninos rejeitados pelos atletas e pelas garotas, vítimas de bullying, que vestiam sobretudos e descontavam sua raiva em videogames violentos fizeram o que fizeram por essas razões, mas até que ponto isso é real?

Minha opinião

Neste livro do selo Crime Scene vamos conhecer tudo sobre um dos mais famosos massacres dos Estados Unidos.

Eric e Dylan são amigos apesar de todas as diferenças que tem um para o outro, mas uma coisa eles tem em comum: o ódio pela humanidade.

Dylan era uma criança brilhante, começou a escola um ano antes e na terceira série foi matriculado em um tipo de programa para alunos com alto potencial escolar, mas no que se tratava de contato social, principalmente se tratando de meninas, Dylan não era nada brilhante.

Eric não era tão brilhante, mas conseguia tirar notas boas o suficiente para passar, tinha todo o traquejo social que Dylan não tinha e quando se tratava de garotas sempre conseguia as que queria.

"Garotas não costumavam ser um problema. Eric era crânio, mas de uma subcategoria incomum: crânio descolado."

Dylan começou a ver em Eric uma espécie de espelho: o que Eric fazia ele fazia também, pelo menos até onde sua timidez permitia. Muito se especula se Dylan somente embarcou nesse infeliz episódio porque Eric o convenceu disso. Um dos motivos para isso é que Dylan disparou o gatilho bem menos vezes do que Eric naquele fatídico dia. Os dois começaram a colocar o plano em ação, então definiram uma data: 20 de abril de 1999.

"Dylan também era crânio, mas não tão descolado. Pelo menos não se via assim. Ele tentava imitar Eric com tanto afinco - em alguns de seus vídeos ficava todo afetado e agia como um cara durão; então com o olho procurava a aprovação de Eric."

Dave Cullen não deixa nada passar, explora todos os pontos desse episódio marcante da história do crime. Em Columbine não acompanhamos apenas os pensamentos de Eric e Dylan, os atiradores, acompanhamos também história de professores, alunos e pais. O que pra mim foi uma ótima escolha de abordagem, porque faz com que nos conectemos muito mais à história e torna a leitura muito mais impactante, porque quando você acompanha a vida daquela pessoa e descobre que ela morreu no massacre é algo que mexe com a gente, porque não é um simples personagem e sim uma pessoa, mas pelo mesmo motivo também vibramos quando descobrimos que outra pessoa que acompanhamos conseguiu se salvar.

"Psicopata se distinguem por duas características principais: a primeira é o descaso impiedoso por terceiros - defraudam, mutilam ou matam para o ganho pessoal mais trivial; a segunda é o assombroso dom de disfarçar a primeira e é justamente o embuste que os tornam tão perigosos - você nunca vê quando ele se aproxima."

Dave Cullen também faz uma ótima análise comportamental, explica de forma bem didática sobre psicopatia e as possíveis causas que vieram a motivar que dois adolescentes fizessem algo tão horrível.

Columbine é uma leitura pesada, pois é autor não mede palavras para expôr o quão cruéis algumas pessoas podem ser, mas é ótimo para quem quer se aprofundar nesses assuntos e também pra quem tem curiosidade sobre aquele dia.

Única coisa que não me permitiu dar a nota máxima foi que o livro não tem  nenhuma imagem, o autor explica o motivo de não ter imagens no livro, mas pra mim é uma coisa que fez falta, ainda mais porque todos os outros livros que eu li do selo Crime Scene continham imagens, o que na minha opinião torna a leitura
bem mais imersiva.

Você pode adquirir o livro aqui.

Por Priscila Biancardi

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Resenha: A volta do mistério - Paula Barros

Livro: A volta do mistério
Autora: Paula Barros
  Editora: Viseu
Páginas: 124
Livro gentilmente cedido em parceria com a autora


Sinopse

Tudo parecia bem com Luísa e Gustavo quando algo inesperado acontece para dar uma reviravolta no mistério dos cupcakes.

Muitas surpresas e revelações acontecem neste segundo livro da série "Mistérios", com novos personagens envolvidos!

Será que o nosso casal preferido vai superar mais este mistério entre eles?


Minha opinião

Esse é o livro 2 da série Mistérios e Cupcakes, a resenha do livro um você pode conferir aqui. Por isso, é inevitável não ter alguns poucos spoilers referentes ao primeiro livro.

No primeiro livro, após a tentativa de sequestro de Luísa, Luísa e Gustavo conversaram sobre o mistério entre eles e nesse livro finalmente resolvem que esse mistério ficou no passado, que o amor entre eles é maior e Gustavo entende que Luísa não pode ser culpada por algo que não podia controlar.

Eles pensam que tudo aquilo realmente ficou no passado e que o cartel responsável pela perda de Gustavo e a tentativa de sequestro de Luísa já estava toda morta ou presa. No entanto, eles não contavam que a chefe do cartel tinha uma irmã que conseguira fugir e pretende se vingar de cada envolvido na emboscada que matara sua irmã.

Esse, sem dúvidas, foi meu favorito até agora. O ritmo do livro é como o do primeiro: tem romance, tem drama, muita ação e você também vai passar muita raiva com a irmã de Vilma, sendo assim impossível de largar para saber o que Paula nos reserva.

E como tem partes emocionantes nesse livro! Conhecemos melhor a vida de Matheus, colega de trabalho e amigo de Luísa, que enfrenta alguns problemas familiares que causam grande impacto em sua vida, vemos o drama de Regina que está enfrentando complicações em sua primeira gravidez e outras coisas envolvendo a família de Gustavo que vocês terão que ler para descobrir.

Para conhecer esse mistério, adquira o livro aqui, lembrando que a versão digital dos livros estão gratuitas para você poder aproveitá-los na quarentena.

Por Amanda Rocha

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Em coho colleen hoover galera record livro resenha suspense thriller thriller romântico verity

Resenha: Verity - Coleen Hoover

Livro: Verity
Autora: Colleen Hoover
  Editora: Galera Record
Páginas: 320
Nota:⭐⭐⭐⭐+❤️


Sinopse

O amor é capaz de superar a pior das verdades?

Verity Crawford é a autora best-seller por trás de uma série de sucesso. Ela está no auge de sua carreira, aclamada pela crítica e pelo público, no entanto, um súbito e terrível acidente acaba interrompendo suas atividades, deixando-a sem condições de concluir a história… E é nessa complexa circunstância que surge Lowen Ashleigh, uma escritora à beira da falência convidada a escrever, sob um pseudônimo, os três livros restantes da já consolidada série.

Para que consiga entender melhor o processo criativo de Verity com relação aos livros publicados e, ainda, tentar descobrir seus possíveis planos para os próximos, Lowen decide passar alguns dias na casa dos Crawford, imersa no caótico escritório de Verity – e, lá, encontra uma espécie de autobiografia onde a escritora narra os fatos acontecidos desde o dia em que conhece Jeremy, seu marido, até os instantes imediatamente anteriores a seu acidente – incluindo sua perspectiva sobre as tragédias ocorridas às filhas do casal.

Quanto mais o tempo passa, mais Lowen se percebe envolvida em uma confusa rede de mentiras e segredos, e, lentamente, adquire sua própria posição no jogo psicológico que rodeia aquela casa. Emocional e fisicamente atraída por Jeremy, ela precisa decidir: expor uma versão que nem ele conhece sobre a própria esposa ou manter o sigilo dos escritos de Verity?

“Distintamente sinistro, com um verdadeiro toque de [Colleen] Hoover. Estive esperando um thriller como esse por anos.” – Tarryn Fisher, coautora da série Nunca Jamais

Minha opinião

Já começo essa resenha dizendo que sem dúvidas Colleen Hoover foi uma das melhores descobertas que fiz esse ano e fico me questionando porque demorei tanto para conhecer o trabalho da autora. A autora, carinhosamente chamada de CoHo, me conquistou com É assim que acaba e simplesmente me arrebatou com Verity.

Como vocês sabem, eu gosto de saber o mínimo de detalhes possíveis sobre um livro que eu queira ler, então tudo que eu sabia sobre esse era que a protagonista era escritora e que seu gênero era um thriller romântico, coisa que já me fez pirar porque se essa mulher me conquistou com drama, imagina com thriller que é meu gênero favorito.

E simplesmente nada, nada, nada, nada poderia ter me preparado para esse livro, nem mesmo sua sinopse olhando agora.

CoHo já consegue prender nossa atenção logo no início do livro. A cada capítulo um novo elemento vai se encaixando ao quebra-cabeça te deixando mais curioso e criando diversas teorias na mente, para somente no último capítulo revelar a trama.

O jogo só acaba quando termina? Aqui não, meus amigos. Verity é um livro que vai te deixar pensando por dias e ficar obcecado para ouvir a teoria de outros leitores.

CoHo nos presenteou com um thriller de tirar o fôlego e que faz jus ao nome que recebe, uma vez que Verity significa verdade, porque lendo esse livro o que você mais fará é questionar o que é verdade e o que não é.

Surpreendente e com uma linguagem muito fluida, Colleen me fez finalizar esse enredo em apenas três dias (Priscila leu também e terminou em 2 dias) e me apaixonar definitivamente por sua escrita.

Mais do que recomendado!

Você pode adquiri-lo aqui.

Por Amanda Rocha

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Em antologia coletânea conto contos editora pendragon fantasia kindle unlimited resenha universos extraordinários

Resenha: Coletânea de contos Universos Extraordinários

Livro: Universos Extraordinários
Autores: Vários
  Editora: Pendragon
Páginas: 155
Nota:⭐⭐⭐


Sinopse

Esse livro traz uma incrível coletânea de contos em universos distintos criados pelos autores da Editora Pendragon. Neles, os dragões guerreiros apresentam diferentes criaturas fantásticas em histórias de tirar o fôlego.

Universos extraordinários - Uma coletânea Pendragon, nos faz caminhar por diferentes aventuras, apresentando-nos personagens marcantes e inesquecíveis. Fadas, dragões, piratas, deuses, heróis, vilões, são alguns dos elementos que o leitor encontrará nas histórias presentes no livro.

São vinte e cinco contos escritos pelos autores da Pendragon, onde, a cada nova página, o leitor mergulhará em universos extraordinários.

Minha opinião

Universos extraordinários é uma coletânea de contos que reúne vários autores talentosos, tem conto para todos os gêneros, mas o que todos têm em comum é que são repletos de fantasia. Levando em conta que são muitos contos, vou falar dos que mais me marcaram.


De onde surge o amor?

Quando indagada por uma criança de onde vem o amor, uma mulher embarca em uma torrente de lembranças ao contar a história de um amor perdido. Com certeza esse conto é um dos mais tristes, mas também é um dos mais bonitos.

O cemitério da arca do morto

Irmão e irmã estão em uma aventura, quando encontram um amigo em uma taverna. O que não se esperava era que um engraçadinho iria querer ter liberdades com a irmã, mas para a surpresa dele, ela é uma grande guerreira e não vai deixar isso barato. Acaba matando o sujeito, mas infelizmente ele é um homem da lei e agora nossos heróis vão precisar lutar por suas vidas. Esse conto tem uma grande reviravolta. Eu já disse que essa história tem piratas?

O conto da Maria dos patos

Um rei pergunta às filhas o quanto elas o amam, duas dão respostas que ele considerou satisfatória, enquanto a última, Maria, respondeu algo que ele não gostou. Diante disso, ele a expulsa do reino, o que vai dar a Maria a chance de viver um lindo e verdadeiro amor. Esse é um conto em estilo contos de fadas.

Quando me apaixonei por Júpiter e Quando me apaixonei por Saturno

Esses dois contos foram escritos em conjunto por dois autores e as histórias se complementam, eles contam a histórias de dois jovens que vivem no mesmo lugar e que acabam tendo que se separar devido a alguns costumes e tem suas memórias apagadas. Será que isso será o suficiente para os manter separados?

A coroa da fada rainha

Fadas e botos vivem em guerra há muitos anos, mas uma fada e um boto específico não tem esse espírito de guerra em seus corações e vão se unir pra dar fim a esse conflito de anos.

Cedro

Eduardo trabalha na biblioteca da cidade e um dia, quando está limpando os livros, se depara com um que nunca tinha visto e quando o abre, para a sua surpresa tem um boneco de cedro dentro dele. O boneco concede a Eduardo três pedidos, mas no final de tudo ele vai desejar nunca ter encontrado esse livro. Sem dúvida esse foi o conto que mais me surpreendeu nessa coletânea.


O livro Universos Extraordinários está disponível no catalogo do Kindle Unlimited. Você pode adquiri-lo aqui.

Por Priscila Biancardi

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Em charles rowland edwin paine história em quadrinhos hq jill thompson morte Neil gaiman sandman The dead boy detectives

Resenha: The dead boy detectives - Jill Thompson

HQ: The dead boy detectives
Autora e ilustradora: Jill Thompson
  Editora: Conrad
Páginas: 144
Nota:⭐⭐⭐

Sinopse

Edwin Paine e Charles Rowland se conheceram após a morte. Em Sandman - Estação das Brumas (Conrad, 2005), a Morte foi buscar Rowland, ele exigiu que seu amigo fosse junto.

Isso não foi possível e ela ficou de voltar para pegá-los mais tarde. Desde então, para adiar o reencontro com a Morte, a dupla se mete em aventuras. Agora eles abriram sua própria agência de detetives. Em Dead Boy Detectives, Rowland e Paine são contratados para investigar o misterioso desaparecimento de uma garota num internato feminino.

Quando as outras alunas perguntam dela, os professores agem como se ela nunca tivesse existido. Conforme a dupla vai juntando as provas, fugindo das confusões e evitando a Morte pelo caminho, o sumiço da jovem vai chegando perto de ser desvendado. A conclusão da história é surpreendente.

Esta é a terceira vez que Jill Thompson - uma das grandes estrelas femininas da HQ atual - recebe do criador de Sandman, Neil Gaiman, a chance de adaptar os personagens da série para um traço influenciado pelos quadrinhos japoneses.

Dead Boy Detectives tem tudo para agradar tanto os fãs de mangás como os fãs de Sandman. Autor: "Eu amo o trabalho da Jill Thompson." - Neil Gaiman. Jill Thompson é autora de histórias em quadrinhos e ilustradora. Ela colaborou com vários títulos da DC Comics e do selo Vertigo, como Mulher-Maravilha, Monstro do Pântano, Livros da Magia e Os Invisíveis. No entanto, Thompson é mais conhecida por ter criado a série The Scary Godmother e por seu trabalho com os personagens da série Sandman - é uma das artistas preferidas pelos fãs. Além de ter desenhado vários números de Sandman, ela tem criado releituras especiais de seu universo: Pequenos Perpétuos, Morte - A Festa, que lhe valeu o Will Eisner Award de 2004, e Dead Boy Detectives.


Minha opinião

Edwin e Charles são personagens que sairam de Sandman, famosa HQ do Neil Gaiman. Os dois são adolescentes e depois de fazerem um acordo com a Morte, vivem constantemente fugindo dela para não serem levados.

Annika estuda em um internato e sua amiga Elizabeth desaparece do nada. Quando ela pergunta aos professores sobre Elizabeth, todos agem como se a menina nunca tivesse existido. Sendo assim, sabendo da fama dos jovens detetives, ela resolve entrar em contato para pedir ajuda e encontrar sua colega de quarto.

Como Edwin e Charles estão mortos, apenas crianças e alguns adultos especiais conseguem vê-los, mas como passar despercebidos num internato só de meninas?

The dead boy detectives é uma HQ divertida e recomendável para todas as idades pois podemos ler com os olhos da inocência das crianças e como adultos podemos notar alguns temas fortes citados de forma mais sutil, como por exemplo o bullying. A HQ também traz uma maneira mais leve de falar sobre a morte e a dificuldade em aceitá-la.

Obviamente tem muitas referências à Sandman e cita algumas coisas da cultura como Moxie Número 1, o chef Jamie Oliver, o designer de sapatos Jimmy Choos, o personagem de A fábrica de chocolate Augustus Gloop e até a famosa personagem do Stephen King: Carrie.

Jill Thompson já se aventurou bastante no universo de Sandman com as obras Sandman Vidas Breves, Morte - a festa, Sandman Fábulas e Reflexões, Os pequenos perpétuos, A festa de Delirium, além de The books of magic (Death after death) e The dreaming, cujos volumes do qual ela participa ainda não foram publicados no Brasil.

Essa HQ tem cheirinho de nostalgia para mim. A comprei e li uns 10 anos atrás em um evento por ter gostado da sinopse e da arte, e nem sabia do que se tratava Sandman mas não atrapalhou no entendimento da mesma. A releitura foi tão prazerosa como na primeira vez.

Uma leitura super rápida para passar o tempo e se encantar com a amizade dos jovens detetives. Já conheciam essa obra ou Sandman? Me conta aí nos comentários!

Por Amanda Rocha

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Em androides Androides sonham com ovelhas elétricas?. Blade Runner distopia ficção científica ovelhas elétricas Philip K. Dick resenha rick deckard

Resenha: Androides sonham com ovelhas elétricas? (Blade Runner) - Philip K. Dick

Livro: Androides sonham com ovelhas elétricas? (Blade Runner)
Autor: Philip K. Dick
  Editora: Aleph
Páginas: 272
Nota:⭐⭐⭐


Sinopse

Rick Deckard é um caçador de recompensas. Ao contrário da maioria da população que sobreviveu à guerra atômica, não emigrou para as colônias interplanetárias após a devastação da Terra, permanecendo numa San Francisco decadente e coberta pela poeira radioativa que dizimou inúmeras espécies de animais e plantas.

Na tentativa de trazer algum alento e sentido à sua existência, Deckard busca melhorar seu padrão de vida até que finalmente consiga substituir sua ovelha de estimação elétrica por um animal verdadeiro - um sonho de consumo que vai além de sua condição financeira. Um novo trabalho parece ser o ponto de virada para Rick: perseguir seis androides fugitivos e aposentá-los. 

Mas suas convicções podem mudar quando percebe que a linha que separa o real do fabricado não é mais tão nítida como ele acreditava. Em Androides Sonham com Ovelhas Elétricas? Philip K. Dick cria uma atmosfera sombria e perturbadora para contar uma história impressionante, e, claro, abordar questões filosóficas profundas sobre a natureza da vida, da religião, da tecnologia e da própria condição humana.


Minha opinião

Em “Androides sonham com ovelhas elétricas?” acompanhamos o caçador de recompensas Rick Deckard, que ainda vive com a esposa na Terra após grande parte da população ter migrado para outros planetas após terem acabado com quase toda vida aqui na Terra.

Diante dos que ainda habitam o planeta Terra é muito mal visto quem não tem um animal de verdade e é isso que faz Rick aceitar o trabalho de aposentar seis androides dos mais modernos que vieram aqui para a Terra, já que Rick tem uma ovelha elétrica, que ele providenciou depois que a de verdade morreu e seu maior sonho agora é ter um animal de verdade e não precisar mais mentir para os vizinhos.

Rick então parte em busca desses androides que se parecem totalmente com qualquer humano, por isso Rick aplica o teste Voigt-Vampff em quem ele acha que é um androide, o teste consiste em fazer perguntas que mexem com a moral e a empatia de quem está sendo testado, e dependendo do tempo de resposta é possível definir se temos uma pessoa ou um androide, mas após um teste aplicado sem resultado muito satisfatório, Rick começa a se perguntar se o teste realmente funciona e o que ele mais teme pode ter acontecido: ele pode ter aposentado um ser humano achando que era um androide.

Nesse livro Philip K. Dick inclui muitas questões que nos fazem refletir, a maior dele gira em torno da empatia, coisa que os androides não são capazes de sentir, mas nós sabemos que existem alguns tipos de distúrbios que impedem pessoas de sentir empatia e já que esse é o principal elemento para diferenciar uma pessoa de um androide, diante disso passamos boa parte do tempo nos perguntando se Rick aposentou uma pessoa que não seja capaz de sentir empatia. A questão tão importante de ter um animal também vem daí, já que pelo que sabemos até agora um androide não seria capaz de nutrir nenhum sentimento por um animal.

Androides sonham com ovelhas com ovelhas elétricas? é um clássico da ficção cientifica, ideal para quem assim como eu não costuma ler o gênero e quer começar e se aventurar, e o melhor é que a linguagem do livro é bem simples e fácil de entender, livro mais do que recomendado.

Você pode adquiri-lo aqui.

Por Priscila Biancardi

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Em dark Darkside books DarkSide Graphic Novel editora darkside graphic novel james o'barr melancolia o corvo poético resenha sofrimento vingança violência

Resenha: O corvo - James O'Barr

Graphic Novel: O corvo
Autor: James O'barr
  Editora: DarkSide 
Páginas: 272
Nota:⭐⭐⭐


Sinopse

E se a morte não fosse o fim para quem deseja vingança? A partir de uma tragédia pessoal, James O’Barr criou a história de Eric Draven, o protagonista de O CORVO que retorna para perseguir seus assassinos depois que estes interromperam uma vida de sonhos ao lado de sua amada Shelly. Sucesso desde quando começou a ser publicada de forma seriada e independente, em 1981, a jornada espiritual e a incapacidade de vencer o luto tocaram fundo os leitores, que se aproximaram de O’Barr, muitos de forma reverente. Outra tragédia marcaria o personagem: na adaptação de O CORVO para o cinema, Brandon Lee, que interpretava o protagonista, foi morto acidentalmente durante as filmagens, por uma bala de verdade, que deveria ser de festim. Todos esses incidentes, aliados à arte em preto e branco, as citações musicais de ícones do pós-punk e o lirismo de James O’Barr, carregam a graphic novel com uma sombria melancolia, que cativou e tocou o coração dos leitores ao redor do planeta. A versão definitiva deste clássico dos quadrinhos traz a força da arte e dos textos góticos de O’Barr, em edição mais que especial. Além de reunir a história completa criada pelo autor na época do lançamento, O CORVO ― Edição Definitiva apresenta ainda trinta páginas de artes inéditas, e uma sequência que o quadrinista não se sentiu a vontade para produzir nos anos 1980, conforme O’Barr confessa na introdução inédita.Ler esta edição é uma oportunidade de reviver e de conhecer os anos 1980 por um viés bastante sensível e belo, que perpetua o legado da obra original: a poderosa jornada de um anjo vingativo e a celebração do amor verdadeiro, de forma tão intensa, inteligente e inesquecível como sua concepção original.

Minha opinião

Sexta-feira 13 pede uma resenha dark, né?

Na Graphic Novel, conhecemos Eric Draven. Ele era um cara completamente apaixonado por sua esposa. Com muitos planos e sonhos com ela, já com a casa em reforma e noivos, em uma saída de carro para comemorar o noivado tudo isso muda...

O carro enguiça e pro azar e desespero deles, a gangue de T-bird cruza seu caminho. Eles passam pela estrada fazendo muita bagunça e quando percebem a presença de Eric e sua noiva, Shelly, resolvem voltar para "ajudar".

Eric percebendo o quão drogados estão e prevendo confusão, rejeita a ajuda, pede que Shelly se tranque no carro e acenda os faróis e isso só faz com que eles fiquem mais valentões. Na tentativa de proteger sua amada, ele insiste que não façam nada com ela, mas é atingido por tiros e pra sua infelicidade, ele sobrevive...

"A vida é tomada de dor, mas também cintila de beleza.
Não perca a chance de fazer parte da beleza.
Talvez não tenha outra."

Eric passa pelos piores momentos de sua vida lá, como um filme cruel passando em sua frente sem que ele pudesse fazer nada, apesar dos avisos do corvo que dizia para que ele não olhasse. Mas quando ele se recupera  resolve que vai se vingar de um por um daquela noite em que ele perdeu sua vida, a menina que era Shelly.

O corvo é uma graphic novel bastante violenta, afinal de contas é muito movida pela vingança, mas é uma obra também carregada de sofrimento.

James O'Barr conseguiu passar através das figuras e palavras toda a melancolia, culpa e devoção que Eric sentia por sua amada. Também não é pra menos, existe muito de James em Eric. James perdeu uma grande amiga quando ela se encaminhava para socorrê-lo de mais uma de suas bebedeiras e a culpa que ele sente por isso foi muito bem transportada para Eric.

Eric é um personagem empático apesar de tudo. Sua violência se direciona apenas para os que lhe fizeram mal. Ele também tem uma dose de sarcasmo em suas falas que confesso me fez rir em alguns momentos.


O corvo é uma graphic novel acima de tudo muito poética e de cortar o coração. Ela deu origem ao filme homônimo que de forma trágica e curiosa tirou a vida do jovem ator e artista marcial Brandon Lee, filho do famoso Bruce Lee.

Segundo um documentário do Discovery Channel, é comum usarem armas reais com festim em sets de filmagem, que é um cartucho sem balas, só com muita pólvora para produzir o clarão. Como não há bala, ela está segura. No entanto, esqueceram que uma bala estava presa no cano há duas semanas. Essa bala estava lá para a gravação de uma outra cena anterior. A chamavam de bala falsa porque não tinha pólvora e por isso consideravam-a segura. Mas estavam enganados.

A bala havia sido empurrada para o cano onde ficava praticamente invisível a menos que se olhasse dentro o cano, portanto ninguém a viu. No momento do acidente o perito de arma de fogo não estava presente e quando o ator disparou contra Brandon Lee todos demoraram para entender que o que tinha acontecido era real. A bala entrou no abdômen de Brandon e se alojou próximo à coluna. Ele passou por uma cirurgia de 10 horas e nunca mais recobrou a consciência...

James O'Barr tinha Brandon como um amigo e também se sentiu muito culpado pelo incidente mas recebeu muito apoio da noiva do ator que o consolou dizendo que não era sua culpa. E finalmente se perdoou.

"E nunca, nunca teremos medo.
O medo é para o inimigo.
O medo e os tiros."

Já conheciam toda a história por trás de O corvo?

Você pode adquiri-la aqui.

Por Amanda Rocha

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