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Resenha: Saco de ossos - Stephen King


Livro: Saco de ossos
Autor:  Stephen King
Editora: Suma
Páginas: 568
Nota:⭐+ 🧡


Sinopse

Mike Noonan é um romancista de sucesso que vê sua vida subitamente transformada com a morte da esposa, Jo. Quatro anos já se passaram e o sentimento de depressão e angústia é o mesmo. Nem o sono lhe traz alívio. Então voltar à pequena cidade de Sara Laughs parece a única saída. A cidade, no entanto, já não é a mesma. Apesar da aparente tranquilidade de sempre, a comunidade vive atormentada pelo domínio do milionário Max Devore, que não mede esforços para atingir seu grande objetivo: arrancar a neta de três anos da guarda da mãe. Pouco a pouco, Mike se envolve nessa guerra. Pouco a pouco, Mike redescobre a paixão. Mas a luta não será fácil. Além da fúria de Max Devore, Noonan terá de enfrentar forças estranhas e malignas que agora dominam Sara Laughs. Terá de descobrir de onde vêm os pesadelos cada vez mais terríveis que insistem em assombrá-lo. De repente, ele volta a escrever, mas não terá sossego até achar respostas para as dúvidas que o perseguem. Que forças são essas que tomam conta da pequena cidade? O que esperam dele? Saco de ossos é uma história que leva o leitor pelos misteriosos labirintos das grandes paixões humanas. Há segredos que jamais deveriam ser revelados. Mike Noonan está disposto a descobrir por quê.


Minha opinião

Mike Noonan é um escritor de sucesso quando sua vida vira do avesso, em um acidente a sua esposa é atropelada e morta, e junto com isso vem um enorme luto e bloqueio criativo.

Mike decide passar um tempo em Derry, na sua casa de verão chamada Sara Laughs para tentar recuperar a paz, mas ao chegar lá algumas coisas começam a acontecer, Mike vê que a cidade está sob o domínio de um homem ambicioso chamado Max Devore, que vai fazer de tudo para tirar a pequena Kyra de sua mãe, mulher por qual Mike se vê apaixonado.

A casa onde Mike acha que poderá recuperar seus dias tranquilos acaba sendo palco de estranhos acontecimentos que o faz questionar sua sanidade.

Saco de Ossos foi um dos primeiros livros do King que eu li e digo que não foi uma leitura fácil, precisei tentar ler três vezes pra conseguir finalizar o livro. No começo demora bastante pra engrenar a leitura, mas quando pega o ritmo é impossível parar de ler. Nesse livro temos elementos que o King domina muito bem: o sobrenatural e as relações de amizade.

O livro é repleto de personagens cativantes, começando pela pequena Kyra, que é uma garotinha de 3 anos que conquista Mike e também aos leitores logo de cara, sem falar de sua mãe, Mattie, que é uma personagem forte e que luta pelo bem estar da filha, por fim temos Mike, um amigo que todos gostaríamos de ter por perto.

Stephen King soube usar os elementos sobrenaturais muito bem, já que diversas vezes nos pegamos com um certo medo do que poderá estar habitando na pequena cidade de Sarah Laudhs. Esse é um livro bem detalhado, onde King faz justiça à fama que tem de enrolar um pouco, mas acreditem em mim, tudo que está nesse livro é necessário, talvez seja necessário um pouco mais de paciência com ele, mas vale muito a pena insistir.

Você pode adquiri-lo aqui.

Por Priscila Biancardi


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Em com sangue contos editora suma lançamento livro resenha sobrenatural stephen king suspense terror

Resenha: Com sangue - Stephen King

Livro: Com sangue
Autor:  Stephen King
Editora: Suma
Páginas: 400
Nota:


Sinopse

Brilhante em narrativas curtas, King já escreveu alguns contos que viraram sucesso em todo o mundo, como as histórias que inspiraram os filmes Conta comigo e Um sonho de liberdade. Neste livro, assim como em Quatro estações e Escuridão total sem estrelas, ele cria uma coleção única e emocionante, demonstrando mais uma vez por que é considerado um dos maiores contadores de histórias de todos os tempos.

Este é um livro sobre amor, amizade, talento e justiça… em suas formas mais deturpadas. Em Com sangue, Stephen King reúne quatro contos com protagonistas inteligentes e complexos, que têm sua vida comum transformada por algum elemento inexplicável.


Minha opinião


Com Sangue é o mais novo lançamento de Stephen King, uma coletânea com quatro contos grandes, no estilo de Quatro Estações e Escuridão Total sem Estrelas.

Nessa coletânea King flerta muito com o sobrenatural, fazendo uso de histórias de fantasmas, criaturas estranhas que mudam de forma, podemos ver Stephen King em sua melhor forma, com personagens cativantes e histórias que nos fazem mergulhar de cabeça. Segue minha opinião sobre cada conto:

O Telefone do Sr. Harrigan:
No primeiro conto do livro conhecemos Craig, um garoto que faz pequenos trabalhos para o Sr. Harrigan. Anos depois, após ganhar um prêmio de 2 mil dólares em uma das raspadinhas do Sr. Harrigan, Craig decide comprar um iPhone para o patrão como forma de agradecimento, um presente que mantém os dois conectados...mesmo após a morte do Sr. Harrigan.
Nessa história, King mostra mais uma vez o quando é bom em escrever do ponto de vista de crianças, Craig é um personagem que nos apegamos rapidamente e o Sr. Harrigan não é diferente, apesar de ser um velho resmungão, é um personagem extremamente cativante. Durante a leitura desse conto, em vários momentos, senti um friozinho na espinha.

A Vida de Chuck:
Uma cidade no Maine contempla o que pode ser o fim de uma era, há vários meses a internet vem caindo e isso só vem piorando, até que um dia ela acaba de vez. Ao mesmo tempo que surgem vários outdoors com os dizeres "Charles Krantz, 39 ótimos anos! Obrigado, Chuck." Ninguém faz ideia de quem seja Chuck, mas tudo indica que o fim da internet tenha ligação direta com esse homem misterioso.
Esse, sem dúvida é o conto que mais mexe com nossas emoções, no meio do conto somos transportados diretamente para o passado e conhecemos Chuck, vemos ele crescer, descobrir um segredo terrível que está além da porta do sótão e que ele desejaria jamais ter descoberto.

Com Sangue: 
Esse é o maior conto da coletânea e marca o retorno de personagens bem queridos: Holly Gibney (Trilogia Bill Hodges e Outsider) e Jerome e Barbara Robinson (trilogia Bill Hodges). Holly está no comando da Achados e Perdidos, sua agência de investigação, ela cuida de pequenos casos como cães desaparecidos, alguém que deu um calote em uma empresa, mas a detetive acaba diante de algo muito grande quando seu instinto diz que tem algo errado com um repórter de uma emissora de TV, agora Holly precisa descobrir se realmente está acontecendo algo ou se ela está apenas projetando o que aconteceu em uma caverna no Texas.
Com Sangue é, sem dúvida, o melhor conto do livro. Holly é uma personagem incrível, posso falar com tranquilidade que é a melhor que o King criou, tanto em desenvolvimento como em matéria de cativar o leitor, Jerome e Barbara não são exceções e são de grande ajuda na empreitada de Holly nessa aventura. Recomendo fortemente que só façam a leitura desse conto após ler a trilogia Bill Hodges e o livro Outsider.

Rato:
É claro que não poderia faltar uma história sobre um escritor, não é mesmo? Drew só consegue escrever contos, durante toda a sua vida ele quis escrever um romance, mas sempre que tenta trabalhar em um, no meio da história a inspiração vai embora e ele abandona o projeto. Um dia, ele tem uma grande inspiração e decide se isolar no chalé do seu pai para poder trabalhar no que acredita que será seu primeiro e único romance. Durante sua estada, Drew encontra uma figura inusitada que diz que pode ajudá-lo a terminar o romance, mas sob uma condição bem sombria.
Esse conto é uma espécie de conto de fadas macabro (palavras do próprio Stephen King), onde podemos sentir na pele a frustração de um escritor ao ter toda uma ideia na mente e não conseguir colocar no papel. King já disse que várias vezes teve inspirações, começou a escrever, mas a história morreu. Fico imaginando como poderiam ter sido essas histórias.

A coletânea Com Sangue fala de amizade, sobre a maldade do ser humano e claro, sobre medos. Além de ser um tapa na cara de quem diz que, com a idade King está perdendo a mão pra escrita. Esse livro tem um total de zero defeitos.

Você pode adquiri-lo aqui.

Por Priscila Biancardi

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Em achados e perdidos bill hodges editora suma mr. mercedes o último turno resenha stephen king suspense thriller trilogia

Resenha: Trilogia Bill Hodges - Stephen King

Livros: Mr. Mercedes, Achados e Perdidos e O Último Turno (Trilogia Bill Hodges)
Autor:  Stephen King
Editora: Suma
Nota: 4,5


Sinopse

Ainda é madrugada e, em uma falida cidade do Meio-Oeste, centenas de pessoas fazem fila em uma feira de empregos, desesperadas para conseguir trabalho. De repente, um único carro surge, avançando para a multidão. O Mercedes atropela vários inocentes, antes de recuar e fazer outra investida. Oito pessoas são mortas e várias ficam feridas. O assassino escapa. Meses depois, o detetive Bill Hodges ainda é atormentado pelo fracasso na resolução do caso, e passa os dias em frente à TV, contemplando a ideia de se matar. Ao receber uma carta de alguém que se autodenomina o Assassino do Mercedes, Hodges desperta da aposentadoria deprimida, decidido a encontrar o culpado. Mr. Mercedes narra uma guerra entre o bem e o mal, e o mergulho de Stephen King na mente obsessiva e psicótica desse assassino é tão arrepiante quanto inesquecível.


Minha opinião

Instigante. Tensa. Repleta de reviravoltas com personagens apaixonantes e antagonistas odiáveis. Ao dar vida a trilogia Bill Hodges, Stephen King foi capaz de transmitir ao leitor todas essas sensações, mas nada prepara o leitor para conhecer a mente insana e calculista de Brady Hartsfield e as motivações ambiciosas e egoístas do velho Morris Bellamy. Respire fundo e prepare-se para conhecer o pior da natureza humana.

A aventura se inicia em Mr.Mercedes, o primeiro livro da trilogia apresenta ao leitor o detetive aposentado Bill Hodges, o inquieto Jerome Robinson e a complicada Holly Gibney. Juntos, o trio inicia uma caçada mortal e contra o tempo para impedir o temido Assassino do Mercedes, responsável por um atropelamento em massa no passado e uma ferida aberta no coração de Hodges, de cometer outro massacre.

Depois de lutarem contra o insano e calculista Assassino do Mercedes, em Achados e Perdidos, o trio de investigadores se depara com o caso de Peter Saubers, um garoto de treze anos que está sendo perseguido pelo velho e implacável Morris Bellamy. Mais uma vez, Hodges, Jerome e Holly entram na mira de um assassino poderoso e vingativo. 

Em O Último Turno, o desfecho da trilogia Bill Hodges, voltamos ao vilão do primeiro livro. Brady se encontra no hospital após os acontecimentos finais de Mr. Mercedes e acaba descobrindo novas habilidades, ele está usando outras pessoas para conseguir seus objetivos e ao mesmo tempo ficar fora do radar de Bill Hodges. Do outro lado, Bill, Holly e Jerome lidam com acontecimentos misteriosos sem saber que o Assassino do Mercedes está por trás de tudo, executando um audacioso plano de vingança.

Na trilogia Bill Hodges, King mostra o quanto pode ser versátil e dominar qualquer gênero, utilizando o suspense como ponto chave da história e envolvendo o leitor em um sentimento de tensão. King não vai pelos meios convencionais, em vez de construir uma trama onde precisamos descobrir quem é o assassino, ele nos apresenta uma trama de gato e rato onde ficamos nos perguntando o que Brady ou Morris farão em seguida e o que Bill, Holly e Jerome irão fazer para entender a mente de um psicopata e detê-los antes que uma tragédia aconteça.

Ao longo do tempo King algumas vezes foi acusado de não saber finalizar suas histórias e infelizmente no caso de Mr. Mercedes podemos ver isso, King dá um rumo pra história que dá a impressão que ele estava meio perdido e não sabia pra onde ir, a trilogia em si é genial, mas infelizmente King escorrega um pouco no final, mas de qualquer forma é uma história que vale a pena ser lida.

Você pode adquirir os livros aqui.

Por Priscila Biancardi e João Marcos

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Resenha: Oblivion Song Volume 1 - Robert Kirkman

Graphic Novel: Oblivion Song Vol. 1 - Canção do silêncio
Roteiro: Robert Kirkman
Arte: Lorenzo de Felici
Cores: Annalisa Leoni
  Editora: Intrínseca
Páginas: 144
Nota:⭐⭐⭐⭐+ 🧡


Sinopse

Nova HQ do aclamado criador de The Walking Dead é uma distopia assustadora e surpreendente

Anos atrás, 300 mil habitantes da Filadélfia foram transportados para Oblivion, uma nova dimensão aterrorizante que surgiu de forma inexplicável e destruiu áreas da cidade. Os desaparecidos tentam sobreviver enfrentando seres monstruosos em um ambiente inóspito e atordoante, marcado por raros momentos de calmaria.

O governo investiu muitos recursos em incursões para resgatar as vítimas, mas depois de dez anos as buscas foram encerradas. Mesmo lamentando a perda de entes queridos, a vida seguiu seu curso para grande parte da cidade, e monumentos, memoriais e museus foram erguidos em homenagem aos que se foram. No entanto, se depender do cientista Nathan Cole, ninguém vai ficar para trás.

Nathan desenvolveu uma tecnologia extremamente instável que lhe permite visitar Oblivion todos os dias. Ele arrisca a própria vida em viagens solitárias, perigosas e muitas vezes infrutíferas na tentativa de resgatar sobreviventes. Cada vez que volta de lá, se mostra mais determinado. Mas o que Nathan procura? Por que não consegue resistir ao chamado de Oblivion, à canção silenciosa de um mundo prestes a ruir e a levá-lo junto?

Criador de The Walking Dead — série vencedora do prestigiado Eisner Awards —, Robert Kirkman retorna com seu talento para contar histórias de caos em cenários pós-apocalípticos. Oblivion Song: Canção do Silêncio narra o luto, os traumas e os limites impensáveis que ultrapassamos para consertar os erros do passado. Com o traço único de Lorenzo De Felici, o primeiro volume reúne os seis fascículos iniciais da série.


Minha opinião


Essa foi minha primeira experiência com Robert Kirkman e já comecei favoritando. Para quem não sabe, Robert Kirkman foi aclamado pelo trabalho de roteirista na Graphic Novel The Walking Dead que acabou sendo adaptada para uma série.


Em Oblivion Song conhecemos Nathan. Logo no início vemos ele perseguindo um casal, mas ele está com uma arma na mão e por motivos óbvios, o casal que não quer descobrir o que ele quer fazer com aquela arma. No entanto, essa arma é responsável por mandar as pessoas para a dimensão correta.


Sim, estamos lidando com mais de uma dimensão nessa Graphic Novel. Um belo dia, os humanos estavam de boa na Filadélfia quando boa parte da população foi sugada para outra dimensão. Uma dimensão extremamente assustadora, onde vivem criaturas muito estranhas e agora, mais de 10 anos, Nathan está tentando resgatar ainda algumas pessoas e segue procurando, esperançoso, por seu irmão que foi sugado para outra dimensão.


Só que sua tecnologia é um pouco precária e o governo se nega a ajudar Nathan por temerem que outro evento de troca de dimensões ocorra, sem contar que as pessoas retornam muito transtornadas, algumas nunca se recuperando dos terrores noturnos e o medo de barulhos animalescos.

Esse foi só o primeiro volume e eu já fiquei sem fôlego. Que Graphic Novel, meus amigos! Tem tanta coisa que eu queria poder falar sobre aqui, mas daí seria spoiler. O que posso adiantar é que Robert vai fazer você sentir muito os sentimentos de dor, saudade e culpa de Nathan por não conseguir fazer além do que queria e o desespero de quem retorna. É um roteiro com muita ação e ficção científica mas carregada de sentimento.


O trabalho gráfico é um show à parte, Lorenzo de Felici fez uma arte lindíssima e as cores de Annalisa Leoni ajustam completamente o clima trazendo tons terrosos e um ar pós-apocalíptico à dimensão com criaturas e uma vibe mais tranquila ao mundo normal.

Mal posso esperar pelos próximos volumes e espero de coração que a Intrínseca siga publicando porque o mundo precisa conhecer Oblivion Song e eu nem preciso dizer que certamente ela renderia uma ótima série de sci-fi, né? Tomara que um dia aconteça.

Por Amanda Rocha

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Em ascensão castle rock editora suma fantasia ficção científica livro resenha sci-fi stephen king

Resenha: Ascensão - Stephen King

Livro: Ascensão
Autor:  Stephen King
Editora: Suma
Páginas: 124
Nota:


Sinopse

Scott Carey tem muito em que pensar ― o projeto enorme que pegou no trabalho; o casal lésbico que mora na casa ao lado e o cachorro delas, que insiste em fazer as necessidades no seu quintal; e a súbita e inexplicável perda de peso das últimas semanas.
Apesar de não querer ser estudado e examinado, Scott decide compartilhar a questão com seu velho amigo, o dr. Bob Ellis. Afinal, apesar dos números decrescentes na balança, sua aparência continua a mesma ― além disso, seu peso não varia quando está nu ou usando roupas pesadas, quando está de mãos vazias ou carrega algo no colo. Não importa o que ele faça ou coma, Scott está cada vez mais leve ― embora não mais magro ―, e conforme seu peso se aproxima de zero, ele sabe que logo nada vai prendê-lo ao chão.
Scott não quer se preocupar com o que vem pela frente; ele ainda tem tempo para resolver todas as suas questões antes do Dia Zero, e por que não começar pelas mais difíceis? Por exemplo, encarando o preconceito que suas vizinhas têm sofrido da comunidade ― e dele ― e fazendo o possível para ajudar.
Amizades improváveis, a maratona anual da cidade e a misteriosa condição de Scott são a fórmula para grandes transformações. Incrivelmente alegre e profundamente triste, Ascensão é um verdadeiro antídoto para nossa cultura intolerante.


Minha opinião

Em Ascensão somos mais uma vez levados a querida Castle Rock, lar das histórias de Cujo, A zona morta, Trocas macabras e algumas outras.

Nessa história, King nos apresenta a Scott Carey, que acabou de se divorciar e vive uma casa enorme. Ele não gosta muito de encarar a balança, pois a última vez que pisou em uma foi acusado 110 quilos, mas um dia ele notou uma diferença em seu corpo que o fez encarar a tão temida balança e para total surpresa de Scott ele está com 92 quilos.

"A vida é o que fazemos dela e aceitação é a chave para todos os nossos problemas."

Aí vocês podem estar pensando "esse enredo parece com o de A maldição". Realmente no dito livro temos um personagem que começa a perder muito peso, mas com Scott tem uma grande diferença, ele perde peso sim, mas isso não reflete na sua aparência, ou seja, mesmo perdendo peso ele ainda conserva o mesmo corpo de quando estava com 110 quilos.

Ao mesmo tempo que acompanhamos a história de Scott também acompanharmos a vida de Dee e Missy, elas juntas tem uma restaurante, mas as coisas não vão muito bem, porque além de sócias, elas são casadas e em Castle Rock as pessoas tem o pensando de "quer ser lésbica tudo bem, mas casar não pode", então o restaurante está à beira da falência e no decorrer da história os caminhos de Scott, Dee e Missy se cruzam.

"(...)Todo mundo devia passar por isso, e talvez, no fim, todo mundo tenha. Talvez na hora de morrer todos ascendam."

Ascensão é um dos livros mais recentes do Stephen King, ele é bem curtinho e dá pra ler tranquilamente em um dia. Nesse livro Stephen King está em sua melhor forma. O livro mistura fantasia e toques de ficção científica, em determinado momento eu me emocionei tanto que até escorreu uma lágrima. Ascensão é um livro muito sensível e toca em diversas questões sociais. Stephen King usa esse livro para fazer duras críticas a sociedade - principalmente no que se trata a discriminação aos homossexuais, aceitação, companheirismo e de como as pessoas podem mudar quando abrem a mente para o que está acontecendo no mundo. O final foi simplesmente genial e como já costuma fazer em alguns livros, nesse ele deixa o leitor usar a imaginação para tentar obter respostas.

Por Priscila Biancardi

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Resenha: Lembranças - Vitor Cafaggi e Lu Cafaggi

Graphic Novel: Lembranças
História e Desenhos: Vitor Cafaggi e Lu Cafaggi
Cores: Vitor Cafaggi, Lu Cafaggi e Eduardo Damasceno, Flávio Markiewicz e Paula Markiewicz
  Editora: Panini Comics
Páginas: 100
Nota:⭐⭐⭐⭐+ 🧡


Sinopse


Mônica e Cebolinha tinham problemas para resolver. Mas juntos, e acompanhados de Magali e Cascão, eles são praticamente imbatíveis. Após o sucesso de Laços e Lições, Vitor e Lu Cafaggi fecham a trilogia com os clássicos personagens de Mauricio de Sousa com Lembranças, uma aventura cheia de intrigas, sopapos, planos, risadas e, claro, amizade.


Minha opinião



E chegamos ao final dessa trilogia linda do Vitor e da Lu Cafaggi.

É impossível não chegar emocionada ao fim de uma trilogia que tocou tanto meu coração.


Vitor e Lu conseguiram trazer toda a essência da turminha em aventuras que só mostram o quão forte a amizade entre eles é. Por mais que façam atividades diferentes e até façam outras amizades, o laço que eles têm é forte demais para romper.

A Graphic Novel revira lembranças deixando a gente com o coração apertadinho ao ver que algumas coisas materiais não possuem a força que gostaríamos, mas que as memórias que criamos com elas valem muito mais. E que podemos criar novas memórias quando não nos abatemos, procuramos uma solução e podemos contar com a ajuda de amigos para nos reerguer.


A Graphic Novel mostra também algumas lembranças do início da amizade deles.

Lógico que nem tudo são flores, então eles não deixam de mencionar sobre bullying e como algumas crianças podem ser cruéis. Vitor e Lu conseguiram muito bem trazer a nostalgia de alguns momentos dos gibis clássicos e os namoricos de Magali com Quinzinho e Cascão com a Maria Cascuda e no interesse que Mônica e Cebolinha apresentam em Ricardinho e na Xabéu, respectivamente.

A Graphic Novel está cheia de referências musicais e à cultura pop e tem direito até a aparições do Do Contra, do Franjinha e do Xaveco que são outros personagens que eu amo!

Eu nem preciso dizer nada sobre a arte, né? Eu virei fã dos traços de Vitor e Lu e estou doida para ver mais trabalhos deles já que esse, infelizmente, foi o último trabalho com a turminha do Maurício.


Me faltam até palavras para dizer o quanto essa trilogia se tornou especial em minha vida. Eu só tenho a agradecer a Vitor e Lu Cafaggi pelo presente que eles trouxeram aos fãs e certamente eles souberam muito bem trazer muitas lições sobre os laços da amizade que renderam boas lembranças para mim.

Por Amanda Rocha


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