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Resenha: Trilogia Reiniciados - Teri Terry

 Livro: Trilogia Reiniciados (Reiniciados, Fragmentada e Despedaçada)
Autora: Teri Terry
Editora: Farol literário
Páginas: 432, 424 e 400
Nota


Sinopse

Reiniciados

As lembranças de Kyla foram apagadas, sua personalidade foi varrida e suas memórias estão perdidas para sempre. Ela foi reiniciada. Kyla pode ter sido uma criminosa e está ganhando uma segunda chance, só que agora ela terá que obedecer as regras. Mas ecos do passado sussurram em sua mente. Alguém está mentindo para ela, e nada é o que parece ser. Em quem Kyla poderá confiar em sua busca pela verdade?


Minha opinião

Kyla acabou de passar pelo procedimento de ser reiniciada, ou seja, todas as suas memórias foram apagadas e agora ela foi adotada por uma família e vai começar uma nova vida. Apenas adolescentes que foram criminosos passam por esse processo, afim de receberem uma nova chance.

Todos os reiniciados são obrigados a usar o Nivo, que é um aparelho que parece um relógio que mede o nível de felicidade, caso o nível de felicidade do Reiniciado fique muito baixo, um chip que foi implantado no processo de reiniciar dá um choque na pessoa e ela desmaia, assim não apresenta risco pra ninguém.

Kyla está tentando se acostumar com sua nova vida, mas às vezes tem sonhos estranhos que não sabe se são apenas sonhos ou memórias de sua antiga vida, se for isso, quer dizer que algo deu errado ao ser reiniciada. O que será que deu errado com Kyla ao ser reiniciada?

Reiniciados é uma trilogia e em cada livro temos uma Kyla diferente, mas que sempre está em busca de saber quem ela é.

O primeiro livro é cheio de ação e tem toda aquela novidade, ficamos ávidos querendo saber se a Kyla está realmente lembrando de tudo e mais curiosos ainda pra saber quem ela realmente é. O livro tem um ritmo muito acelerado, não consegui largar.

Entretanto, o segundo livro me decepcionou um pouco, foi bem arrastado, não acontecia quase nada, ficava voltando em acontecimentos passados toda hora.

No terceiro livro a autora se recupera nos entregando um livro eletrizante, responde todas as perguntas feitas no decorrer da trilogia, não deixa nenhuma ponta solta. Esse foi o meu favorito.

Uma coisa que me agradou muito foi que a autora não forçou um romance, durante os livros a Kyla tem sim um interesse amoroso, mas ao contrário de algumas séries com adolescentes, ela não dá tanto destaque pra isso, esse foi um dos motivos que me fez começar a ler essa trilogia.

No geral é uma trilogia que eu recomendo muito, apesar do segundo livro deixar um pouco a desejar pelo ritmo lento, mas esse fato não estragou a minha experiência, tanto que dei nota 5 para a trilogia como um todo. Essa trilogia tem todos os elementos que amantes de distopia procuram: um governo autoritários, uma protagonista forte que faz de tudo para derrubar o sistema, personagens secundários cativantes que vão ajudar a protagonista a realizar seus objetivos e várias reviravoltas, tiveram algumas revelações que eu não conseguia acreditar e até tinha que ler de novo pra ter certeza que li certo.

Essa trilogia com certeza foi um achado, já que quase não vejo ninguém falar dela.

Você pode adquirir os livros aqui.

Por Priscila Biancardi

 

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Resenha escrita: O cemitério - Stephen King

 Livro: O cemitério
Autor: Stephen King
Editora: Suma Páginas: 424
Nota⭐+ 🧡


Sinopse

O livro que inspirou o filme O cemitério maldito. Louis Creed, um jovem médico de Chicago, acredita que encontrou seu lugar em uma pequena cidade do Maine. A boa casa, o trabalho na universidade e a felicidade da esposa e dos filhos lhe trazem a certeza de que fez a melhor escolha. Num dos primeiros passeios pela região, conhecem um cemitério no bosque próximo à sua casa. Ali, gerações de crianças enterraram seus animais de estimação. Mas, para além dos pequenos túmulos, há um outro cemitério. Uma terra maligna que atrai pessoas com promessas sedutoras. Um universo dominado por forças estranhas capazes de tornar real o que sempre pareceu impossível. A princípio, Louis Creed se diverte com as histórias fantasmagóricas do vizinho Crandall. No entanto, quando o gato de sua filha Eillen morre atropelado e, subitamente, retorna à vida, ele percebe que há coisas que nem mesmo a sua ciência pode explicar. Que mistérios esconde o cemitério dos bichos? Terá o homem o direito de interferir no mundo dos mortos? Em busca das respostas, Louis Creed é levado por uma trama sobrenatural em que o limite entre a vida e a morte é inexistente. E, quando descobre a verdade, percebe que ela é muito pior que seus mais terríveis pesadelos. Pior que a própria morte - e infinitamente mais poderosa.


Minha opinião

Louis Creed e sua família acabam de se mudar para Ludlow, em frente a uma rodovia onde passam enormes caminhões, e também o lugar onde muitas crianças perdem seus animais de estimação que acabam sendo vítimas de atropelamento e elas acabam enterrando os animais em um cemitério que elas mesmas fizeram.

Em seu primeiro dia de trabalho como médico de uma escola, Louis se depara com um terrível acidente, um estudante com um grave ferimento na cabeça que acaba morrendo.

Muito impressionado com tudo que aconteceu, Louis acaba sonhando com um lugar além do cemitério de animais onde coisas terríveis podem acontecer com quem ousa ir até lá.

O cemitério é um dos meus livros favoritos do Stephen King, ao contrário da maioria das histórias, aqui o King não é tão prolixo e vai direto ao ponto, o que torna a trama muito mais envolvente,  ele é repleto de doses de suspense no início que nos fazem questionar "mas que lugar é esse além do cemitério e o que acontece com quem vai lá?" é importante frisar que esse livro é bem puxado pro terror.

Eu realmente só vejo pontos positivos neste livro, apesar de muitas pessoas, incluindo o próprio King, sua esposa Tabitha e seu amigo Peter Straub, autor de O Talismã e A Casa Negra não gostarem. O final também é muito bom, um dos melhores que já li dos livros do King.

Inclusive eu sempre recomendo o livro pra quem nunca leu nada do King ou para quem leu pouco e quer conhecer a escrita do King no terror.

Existem duas adaptações desse livro, a primeira é de 1989, se chama O cemitério maldito e é realmente muito boa e contou com participação ativa do King na produção e também uma pequena participação em uma cena do filme, foi filmada uma continuação da primeira adaptação, chamada Cemitério Maldito 2, que eu assisti recentemente e gostei, achei que souberam aproveitar esse universo, ao contrário do remake lançado em 2019, que eu não considero boa, já que mudou pontos importantes da história.

A primeira adaptação e sua continuação estão disponíveis na Netflix.

Você pode adquirir o livro aqui.

Por Priscila Biancardi

 

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Resenha: Pequenas grandes mentiras - Liane Moriarty

 

Livro: Pequenas grandes mentiras
Autora: Liane Moriarty
 Editora: Intrínseca
Páginas: 400
Nota:


Sinopse

Um assassinato, um trágico acidente ou apenas adultos se comportando como crianças? O fato é que alguém morreu.

Todos sabem, mas ainda não se elegeram os culpados. Enquanto o misterioso incidente se desdobra nas páginas de Pequenas grandes mentiras, acompanhamos a história de três mulheres, cada uma diante de sua encruzilhada particular. Madeline é forte e passional. Separada, precisa lidar com o fato de que o ex e a nova mulher, além de terem matriculado a filhinha no mesmo jardim de infância da caçula de Madeline, parecem estar conquistando sua filha mais velha. Celeste é dona de uma beleza estonteante. Com os filhos gêmeos entrando para a escola, ela e o marido bem-sucedido têm tudo para reinar entre os pais. Mas a realeza cobra seu preço, e ela não sabe se continua disposta a pagá-lo. Por fim, Jane, uma mãe solteira nova na cidade que guarda para si certas reservas com relação ao filho. Madeline e Celeste decidem fazer dela sua protegida, mas não têm ideia de como isso afetará a vida de todos. Reunindo na mesma cena ex-maridos e segundas esposas, mães e filhas, bullying e escândalos domésticos, o romance de Liane Moriarty explora com habilidade os perigos das meias verdades que todos contamos o tempo inteiro.

Best-seller do The New York Times na semana do lançamento, Pequenas grandes mentiras foi adaptado para a TV pela HBO e tem estreia prevista para fevereiro. Com 7 episódios, Big Little Lies conta com a produção de Reese Whitherspoon e Nicole Kidman que, com Shailene Woodley, também interpretam as protagonistas.


Minha opinião

Em "Pequenas grandes mentiras" somos apresentados a três protagonistas totalmente diferentes: Madeline, Jane e Celeste.

Madeline acabou de fazer 40 anos e bem no dia do seu aniversário torce o pé, mas Jane vai em seu socorro e leva Maddie para um café local, lá também acaba conhecendo Celeste. A ligação entre Maddie e Jane é instantânea, no momento em que elas se conhecem, Madeline tem vontade de proteger Jane e isso se dá ao fato desta ser nova na cidade, ter apenas 24 anos e ser mãe solteira de um garotinho de 5 anos.

Logo no início do livro nós descobrimos que está em andamento uma investigação de assassinato, mas não sabemos quem morreu e nem que matou, tudo o que sabemos é que o crime ocorreu na escola primária na noite de um concurso de soletração que estava acontecendo, mas essa trama do livro acaba ficando em segundo plano porque ficamos tão envolvidos na vida das três protagonistas, que só nos lembramos que está tendo essa investigação quando somos lembrados no começo ou no final de algum capítulo.


"Quando alguém que você amava dependia da sua mentira, ela vinha fácil."


As protagonistas são muito cativantes e cada uma trava uma batalha interna: Madeline acabou de fazer 40 anos, não sabe muito bem lidar com essa idade, além disso está tendo dificuldades em lidar com sua filha de 14 anos.
Jane é mãe solteira de um menino de 5 anos que começa a questionar sobre o pai, mas Jane se recusa terminantemente a revelar quem é o pai dele.
Celeste está em um casamento aparentemente perfeito com um homem rico e bonito, mas entre quatro paredes sofre violência doméstica.

Esse livro foi uma surpresa muito agradável pra mim, nunca tinha lido nada da Liane, e essa leitura me arrebatou de uma forma que me fez querer ler tudo da autora e fez eu me questionar porque não li nada dela antes. O livro tem uma escrita totalmente envolvente, no início a gente acha que o que vai nos despertar a curiosidade é somente a investigação de assassinato, mas também ficamos muito curiosos pra saber o que as protagonistas irão fazer para resolver seus problemas.

Liane Moriarty nos apresenta personagens muito reais, então em diversas situações eu me identificava com alguma protagonista.

Além dos personagens cativantes e reais, a autora aborda neste livro temas importantes como violência doméstica, bullying, relações familiares, entre outros, mas apesar de tantos temas importantes, ela consegue manter a narrativa leve e divertida, onde em vários momentos me vi rindo de alguma situações, principalmente alguma situação com a Madeline, que é uma personagem impossível de não gostar.

Enfim, leiam o livro e se apaixonem pela escrita da Liane Moriarty como eu me apaixonei.

Você pode adquirir o livro aqui.

Por Priscila Biancardi

 

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Resenha: Você não merece ser feliz - Como conseguir mesmo assim, por Craque Daniel

 

Livro: Você não merece ser feliz - Como conseguir mesmo assim
Autor: Craque Daniel (Daniel Furlan e Pedro Leite)
 Editora: Intrínseca Páginas: 160
Nota: 4,5


Sinopse

Craque Daniel é líder do Falha de Cobertura, a maior mesa-redonda da internet brasileira. Em meio aos comentários mordazes sobre as grandes questões do futebol, o Craque volta e meia revela verdadeiras pérolas da filosofia contemporânea, com um forte toque de ressentimento e amargura. “Se você quiser, se você se esforçar, se você treinar, se você entrar de cabeça, se você se concentrar, nada garante que você vai conseguir”, afirma o apresentador, mostrando que a verdade e a dor andam de mãos atadas.

Consciente de que poderia ajudar milhares de brasileiros, resolveu escrever Você não merece ser feliz, em que proporciona ao leitor um caminho rápido até a felicidade por meio de seus dois maiores pilares, o comodismo e o individualismo. Isso sem abrir mão de outros valores essenciais, como a indiferença, o pessimismo e o rancor.

Escrito por Daniel Furlan e Pedro Leite, Você não merece ser feliz é um falso manual de autoajuda com um ritmo incessante e humor original. Municiando um dos personagens mais queridos dos últimos anos, os autores trazem uma crônica divertida e absurdamente irônica sobre a nossa mania de perseguir a todo custo a felicidade (mesmo que não seja merecida).


Minha opinião

Coloquem suas chuteiras e se preparem para mais uma derrota no campo da vida.

Craque Daniel junto com o Professor Cerginho comanda o programa Falha na cobertura, exibido no YouTube, durante o programa, além de comentários sobre ótimos times e o Flamengo, Craque Daniel exibe toda a sua sabedoria sobre a vida, e pensando em quanto conhecimento ele tem pra dar, nada melhor do que escrever um livro para ajudar as pessoas a alcançar a felicidade, mesmo não merecendo. E pra ficar ainda melhor, o livro conta com o prefácio escrito pelo Professor Cerginho. Quer coisa melhor?

O livro é dividido em vários capítulos que representam cada campo da nossa vida, Craque Daniel nos ensina a tirar o melhor de uma situação ruim quando ela acontecer, mesmo que seja 133 vezes por dia, mas em muitos casos é melhor desistir na primeira situação ruim. Sempre que puder desista!

Quando eu vi que a editora Intrínseca iria lançar esse livro eu fiz questão de comprar na pré-venda para garantir os imãs de geladeira para eu ver todos os dias quando acordar. É inegável que Daniel Furlan é um dos maiores nomes do humor nacional, isso também fica provado no programa Choque de Cultura e nesse livro Daniel nos apresenta seu humor inteligente e regado a sarcasmo. Se você está procurando um livro divertido que fala sobre situações do nosso cotidiano, então esse é o livro.

⚠️ Alerta: esse livro é regado de sarcasmo, então se você não entende isso, não leia um livro e procure um neurologista.

Você pode adquirir o livro aqui.

Por Priscila Biancardi

 

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Resenha escrita (COM SPOILERS): A paciente silenciosa - Alex Michaelides

 

 Livro: A paciente silenciosa
Autor: Alex Michaelides
Editora: Record Páginas: 428
Nota: 2,5
⚠️CONTÉM SPOILERS

Sinopse

"Só ela sabe o que aconteceu.
Só ele pode fazê-la falar."

 A paciente silenciosa é um daqueles livros que não saem da cabeça do leitor, quer ele queira, quer não.

Alicia Berenson tinha uma vida perfeita. Ela era uma pintora famosa casada com um fotógrafo bem-sucedido e morava numa área nobre de Londres que dá para o parque de Hampstead Heath. Certa noite, Gabriel, seu marido, voltou tarde para casa depois de um ensaio para a Vogue, e de repente a vida de Alicia mudou completamente...

Alicia tinha 33 anos quando deu cinco tiros no rosto do marido, e ela nunca mais disse uma palavra.

A recusa de Alicia a falar ou a dar qualquer explicação transforma essa tragédia doméstica em algo muito maior ― um mistério que atrai a atenção do público e aumenta ainda mais a fama da pintora. Entretanto, enquanto seus quadros passam a ser mais valorizados que nunca, ela é levada para o Grove, um hospital psiquiátrico judiciário na zona norte de Londres.

Enquanto isso, Theo Faber é um psicoterapeuta forense que espera há muito tempo por uma oportunidade de trabalhar com Alicia. Ele tem certeza de que é a pessoa certa para lidar com o caso. No entanto, sua determinação para fazê-la falar e desvendar o mistério de por que ela atirou no marido o arrasta para um caminho tortuoso que sugere que as raízes do silêncio de Alicia são muito mais profundas do que ele jamais poderia imaginar.

Porém, se ela falar, ele será capaz de ouvir a verdade?


Minha opinião

Esse foi o livro que escolhemos para Janeiro na Leitura Coletiva Dark. Sempre vimos muitos elogios sobre ele mas infelizmente não foi uma experiência muito boa para mim. Sempre ressalto isso: o que não foi bom para mim pode ser ótimo para você, minha opinião aqui é totalmente pessoal, nada tema ver com técnica porque minhas análises são puramente de leitora, eu não sou crítica literária e nem dona da razão. Acho até legal ver opiniões diferentes e falar sobre, então caso tenha gostado do livro, eu adoraria ler sua opinião nos comentários também. Mas vamos lá discorrer um pouco sobre isso.

Primeiramente vou falar como é a trama do livro. O livro é narrado pelo psicoterapeuta Theo. Ele conta que um belo dia uma pintora chamada Alicia foi condenada pela morte de seu marido. A polícia encontrou a mulher ensanguentada olhando na direção do marido que morreu com tiros na cabeça.  No entanto, ela parou de falar depois do crime, então sem provas e sem ter como se defender, ela acaba sendo julgada como inimputável, e é internada em um hospital psiquiátrico.

Vou começar a falar do que gostei no livro: o ritmo dele é bom, bem fluido.  Eu de fato fiquei curiosa para saber o que tava acontecendo no início. Gostei do autor ter usado a mitologia grega de Alceste no livro.

No entanto, o artifício de diário da suspeita alternado com a trama em andamento eu já tinha visto em outro livro que não direi qual é pra não dar spoiler dele. Então eu já percebi que todos os outros suspeitos que o autor tentava trazer era somente por pura distração, até porque a motivação deles não era tão forte porque sabemos que geralmente quando matam por ciúme é aquela coisa do "se não vai ficar comigo, não vai ficar com ninguém", então quem estaria morta seria Alicia, não seu marido. Poderia até ter sido porque ele a defendeu, mas pela cena do crime não houve nenhum confronto.

Theo consegue um emprego no hospital que Alicia está e por fim, consegue até fazer Alicia falar. E aí que tudo desanda.

O autor tenta passar pra gente que Theo está sendo traído ao mesmo tempo que está tratando Alicia,  quando de repente do nada ele puxa da cartola que a traição acontecia no passado. O amante da esposa de Theo era o marido morto de Alicia. Theo era o homem que esteve espionando a casa de Alicia e esteve na casa no dia do incidente.

E porque ficou difícil de tragar a história? Eu sou muito questionadora. Qual foi a motivação do Theo ter ido até o hospital pra querer tanto tratar Alicia? Simples curiosidade para saber a verdade? Ele se sentia culpado e queria ajudar ou pelo menos tirar a culpa de si? Valia a pena mesmo o risco só por isso?

Alicia resolveu falar só porque queria testá-lo contando uma história falsa, mas se a todo momento ele fingiu não a conhecer porque seria diferente agora? E por fim ela não parou de falar pelo choque da morte, ela simplesmente estava interpretando Alceste o tempo todo, o que sinceramente não me convence muito porque é necessária muita força de vontade pra não falar por puro capricho. Tá, ela sentiu que tinha sido morta pelo marido porque ele a condenou pra morrer no seu lugar quando Theo esteve na casa ameaçando-os e isso a relembrou de um momento na infância com seu pai. Ok, foi um trauma. Mas daí seguir uma mitologia porque quer dar um brilho para incrementar o crime que cometeu me pareceu bem forçado.

Por fim, o autor opta por nos mostrar uma página do diário bem decisiva falando do envolvimento de Theo bem antes da polícia descobrir, o que pra mim foi um balde de água fria. E se Theo saiu da casa de Alicia no dia do incidente sem matar o marido dela e Alicia sendo a verdadeira culpada, o que realmente Alicia tinha pra provar contra ele? Invasão de domicílio? E por que ela tinha medo dele se a assassina era ela? Ok, ele poderia perder o registro por isso e se tornar o fracassado que seu pai sempre achou que seria, mas o que ele acaba fazendo é muito pior. Sendo acusado de tentativa de homicídio e se Alicia não tivesse escrito ainda tinha o risco de ela acordar do coma e contar tudo, já que ele não a matou. Era muito melhor nunca ter ido ao hospital. Ela silenciosa era muito mais vantajoso pra ele.

No fim das contas, os traumas de ambos podem tê-los deixados somente malucos. Como diz o livro, um bebê é uma folha branca e o que determina o que ele será é como ele é criado, mas de qualquer forma, achei as motivações e soluções muito fracas e não funcionou tão bem pra mim. O autor é roteirista, esse foi o primeiro livro dele, eu poderia tentar aliviar um pouco pra ele por isso, mas roteirista também escreve e Ali Land escreveu somente Menina boa, menina má e foi um livro que achei ótimo, então é complicado.

Bem, gente, é isso. Fiquem à vontade para discordar e me digam aí nos comentários quais os thrillers favoritos de vocês.

Você pode adquirir o livro aqui.

Por Amanda Rocha

 

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Resenha: Maze Runner - A cura mortal de James Dashner

 Livro: Maze Runner - A cura mortal
Autor: James Dashner
 Editora: Plataforma 21 Páginas: 368
Nota:⭐⭐⭐


Sinopse

Por trás de uma possibilidade de cura para o Fulgor, Thomas irá descobrir um plano maior, elaborado pelo CRUEL, que poderá trazer consequências desastrosas para a humanidade. Ele decide, então, entregar-se ao Experimento final. A organização garante que não há mais nada para esconder. Mas será possível acreditar no CRUEL? Talvez a verdade seja ainda mais terrível... uma solução mortal, sem retorno.


Minha opinião

A Cura Mortal é o último livro da história central da saga Maze Runner, ou seja, apresenta o desfecho da história de Thomas e seus amigos.

Dessa vez, Thomas se vê preso em um pequeno cômodo privado de qualquer contato com seus amigos e pra piorar, ele tem certeza que contraiu o Fulgor, doença que está aos poucos dizimando toda a população da Terra.

Nesse ponto da história Thomas, Newt e Minho tem a chance de passar por uma pequena cirurgia e recuperar todas as suas memórias de antes d'O Labirinto, mas cansados de tantas mentiras e traições, os meninos optam por não recuperar as memórias, mas eles acabam não tendo muita escolha.

Nesse livro temos uma visão de um mundo apocalíptico e do destino da raça humana. Os meninos correm contra o tempo para achar a cura e evitar a morte de uma pessoa querida para eles.

Aqui é onde o autor mostra qual é o destino das pessoas que contraíram o Fulgor, tendo bem menos ação. Esse volume é dedicado a responder algumas questões dos livros anteriores, principalmente quanto à questão colocada no primeiro livro: o CRUEL é bom?

Você pode adquirir o livro aqui.

Por Priscila Biancardi e Erica Fernandes

 

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Resenha: Maze Runner - Prova de fogo de James Dashner

Livro: Maze Runner - Prova de fogo
Autor: James Dashner 
Editora: Plataforma 21
Páginas: 400
Nota:⭐⭐⭐


Sinopse

O Labirinto foi só o começo... o pior está por vir. Depois de superarem os perigos mortais do Labirinto, Thomas e seus amigos acreditam que estão a salvo em uma nova realidade. Mas a aparente tranquilidade é interrompida quando são acordados no meio da noite por gritos lancinantes de criaturas disformes – os Cranks – que ameaçam devorá-los vivos.
Atordoados, os Clareanos descobrem que a salvação aparente na verdade pode ser outra armadilha, ainda pior que a Clareira e o Labirinto. E que as coisas não são o que aparentam. Para sobreviver nesse mundo hostil, eles terão de fazer uma travessia repleta de provas cruéis em um meio ambiente devastado, sem água, comida ou abrigo.

Calor causticante durante o dia, rajadas de vento gélido à noite, desolação e um ar irrespirável – no Deserto do novo mundo até mesmo a chuva é a promessa de uma morte agonizante. Eles, porém, não estão sozinhos – cada passo é espreitado por criaturas famintas e violentas, que atacam sem avisar.

Manipulação, mentiras e traições cercam o caminho dos Clareanos, mas para Thomas a pior prova será ter de escolher em quem acreditar.


Minha opinião

Após terem saído do Labirinto, Thomas e seus amigos são resgatados e finalmente seus pesadelos tem fim… só que não.

A luta pela sobrevivência continua nesse livro e, como avisado, será mais difícil do que tudo o que eles enfrentaram no labirinto. 

Dessa vez os meninos precisam atravessar um deserto em busca de um lugar chamado "Refúgio Seguro", mas não será tão simples, muita coisa vai acontecer para atrapalhar essa viagem. Durante essa viagem Thomas consegue se lembrar de alguns fragmentos de sua vida anterior, mas não fica feliz com o que vem à sua memória.

Nesse segundo volume o autor responde algumas perguntas que ficaram ao final do primeiro volume, principalmente em relação com o que está acontecendo com o mundo real. Temos, também, a inserção de novos personagens, os Cranks, que são pessoas infectadas com o Fulgor, a doença que está dizimando a vida na Terra. Será que alguns Cranks podem ser diferentes de outros?

Assim como no primeiro volume, a escrita de James Dashner é muito fluída, envolvente e tranquila de acompanhar. Apesar desse livro não ter tanta ação quanto o primeiro, nem de longe é uma leitura ruim.

Este livro tem umas reviravoltas interessantes, que nos faz pensar que nem todos merecem a nossa confiança. Que cada personagem é muito mais do que demonstra. Além de deixar uma ótima lição: nada é tão ruim que não possa piorar.

Você pode adquirir o livro aqui.

Por Priscila Biancardi e Erica Fernandes

  

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