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Resenha: Meu amigo Dahmer - Derf Backderf

 Livro: Meu amigo Dahmer
Autor: Derf Backderf
Editora: DarkSide Books
Páginas: 288
Nota:⭐⭐⭐⭐
Leitura do mês de Agosto no projeto DarkSide Readers Team.

Sinopse

Será possível identificar os traços de personalidade de um assassino antes mesmo que ele comece a matar? Imagine descobrir que um amigo seu de escola acabou se transformando num dos mais temidos serial killers do século? Essa é a história real que o quadrinista Derf Backderf relata na graphic novel MEU AMIGO DAHMER.

MEU AMIGO DAHMER traz o perfil do psicopata Jeff Dahmer quando este ainda era um aluno do ensino médio. O autor do livro foi seu colega de turma nos anos 1970, e conviveu com o futuro “canibal de Milwaukee” com uma intimidade que Dahmer talvez só viesse a compartilhar novamente com suas vítimas. Juntos, Derf e Dahmer estudaram para provas, mataram aula, jogaram basquete.

Os dois tomaram rumos diferentes, e Derf só voltaria a saber do amigo pelo noticiário, anos depois. Em 1991, os crimes de Jeffrey Dahmer vieram à tona: necrofilia, canibalismo e uma lista de pelo menos 17 mortos, entre homens adultos e garotos. O primeiro assassinato teria acontecido meses após a formatura no colégio.

Além de remexer nos seus velhos cadernos e álbuns de fotografia, Derf consultou seus amigos de adolescência, antigos professores, os arquivos do FBI e a cobertura da mídia após a descoberta de seus crimes antes de roteirizar MEU AMIGO DAHMER.

Muitos tinham histórias do garoto que costumava fingir surtos epilépticos, que exagerava na bebida antes mesmo de ir para a aula e que parecia ter uma fixação em dissecar os animais atropelados que encontrava perto de casa. Mas quem realmente poderia prever os caminhos sombrios pelos quais ele seguiria? Seria possível evitar tamanha tragédia? Leia e tente tirar suas próprias conclusões.

MEU AMIGO DAHMER, a história (em quadrinhos) antes da história, foi premiada no Festival de Angoulême, França, em 2014, e incluída pela revista Time como um dos cinco melhores livros de não ficção de 2012. A primeira HQ da coleção Crime Scene inaugura a publicação de histórias em quadrinhos, graphic novels e mangás pela DarkSide® Graphic Novel.


Minha opinião

Logo no prefácio da Graphic Novel nos deparamos com a seguinte frase dita pelo próprio Dahmer:


E bem, Dahmer de fato tinha muitas semelhanças com diversos adolescentes por aí: problemas familiares, era de certa forma deixado de lado muitas vezes por ser o irmão mais velho e tinha suas obrigações escolares.

No entanto, fica bem claro que ele não era apenas um adolescente como qualquer outro: Dahmer era recluso, escondia sua homossexualidade por medo da homofobia e gostava de colecionar animais mortos. Ele os colocava em potes de vidros e esperava dissolver ou retirava a pele com faca porque segundo "gostava de ver como era por dentro".

Seu jeito de chamar atenção foi imitando ataques epilépticos. A galera na escola achava isso engraçado e Dahmer querendo ser notado seguiu fazendo. E assim surgiu o fã-clube Dahmer. O mais próximo que Dahmer teria de "amigos".

Derf Backderf era um dos membros desse tal fã-clube e é possível sentir muita culpa em sua escrita. Apesar dele trazer muito à tona o quanto os adultos foram irresponsáveis ao não dar a devida atenção para o comportamento estranho de Dahmer, que piorou ainda mais depois do divórcio dos pais, quando Dahmer virou alcoólatra, você consegue sentir um ressentimento nas palavras de Backderf, como se sua amizade pudesse de repente ter dado uma chance para que Dahmer não se tornasse o que se tornou.


A arte, assim como o enredo, foi feito por Backderf, que já tinha o hábito de fazer desenhos de Dahmer no colegial. É possível ver alguns desenhos originais dessa época na Graphic Novel.

Os quadros em preto e branco e alguns com poucas coisas escritas e até sem nada escrito consegue recriar bem o ambiente e sentimento solitário que Backderf imagina que Dahmer tenha vivenciado pelo que observou e estudou sobre Dahmer.

No final da Graphic Novel há todo o material e pessoal que Backderf consultou, incluindo arquivos do FBI e os pai de Dahmer (a mãe não foi de grande colaboração), para que fosse o mais fiel possível.

Esse material extra nos ensina muito sobre quem foi o serial killer Dahmer, enquanto a Graphic Novel mostra um Dahmer antes dos crimes.

Meu amigo Dahmer foi uma leitura densa e conflitosa, e não digo isso pela temática pesada, mas sim porque a gente se pega sentindo pena de alguém que sabemos que foi extremamente cruel com suas vítimas.

Mas toda essa reflexão também atiça a curiosidade pela pesquisa sobre o tema. E é possível ver que hoje em dia já é possível identificar sinais de perigo em crianças para observá-la de perto e evitar que ela se torne um serial killer ou um psicopata na fase adulta.

Então, a gente consegue entender porque nos anos 70 não conseguiram identificar esses sinais de Dahmer, mas também ter noção que todos esses níveis de maldade e sinais de perigo foram esclarecidos pelos crimes cometidos por seriais killers dessa época. Nada mais que o aprender com erros do passado para evitá-los no futuro. Óbvio que era melhor que nem tivesse ocorrido nada disso, mas de certa forma funcionou como aprendizado.

Curiosidades

A Graphic Novel foi eleita pela Time como um dos cinco melhores livros de não-ficção de 2012. A edição francesa ganhou o prêmio revelação no Festival de Angoulême em 2014 e a versão brasileira ganhou o Troféu Mix HQ em 2018 na categoria "melhor publicação de aventura/terror/fantasia".

A Graphic Novel ganhou uma adaptação cinematográfica homônima em 2017 com Ross Lynch (de O mundo sombrio de Sabrina) como Jeffrey Dahmer e Alex Wolff (de Hereditário) como Derf Backderf. O filme sustenta uma nota de 87% no importante site de avaliação cinematográfica Rotten Tomatoes. Assisti ao filme depois de terminar a Graphic Novel, apenas um detalhe foi alterado no final do filme, que embora eu entenda que seja para mostrar a maldade de Dahmer aflorando, segundo a Graphic Novel, Dahmer nunca tentou nenhuma crueldade com nenhum dos "amigos".


Acima: Jeffrey Dahmer à esquerda e Ross Lynch à direita
Abaixo: Backderf à esquerda e Alex Wolff à direita

Dahmer ao imitar os ataques epilépticos, convulsões e fala arrastada dizia ser uma imitação do decorador de sua casa que tinha paralisia cerebral.

A mãe de Dahmer, sofria de algum problema psiquiátrico, no entanto não se sabe o que era. Alguns lugares dizem apenas depressão. É comentado que ela esteve internada algumas vezes e até durante a gravidez de Dahmer chegava a ingerir cerca de 27 comprimidos por dia. 

O pai de Dahmer também lançou um livro contando um pouco da história de seu filho. O livro se chama A father's story.

Dahmer provalemente não seria um desses casos que poderiam ser evitados, porque além de assassino, Dahmer era necrófilo e canibal. Na escala de maldade criada pelo Dr. Michael Stone que tem valores de 1 a 22, Dahmer está no nível mais alto de maldade.

Dahmer não foi condenado à pena de morte por ter colaborado com a investigação. Dahmer falava calma e friamente dos crimes cometidos. Sendo assim, ele foi condenado a 16 penas de prisão perpétua, o que corresponde a mais de 900 anos. No entanto, três anos depois de ser preso, Dahmer foi morto com várias batidas de ferro, maneira similar que Dahmer utilizou para matar sua primeira vítima.

Você pode adquirir o livro aqui.

Caso queiram participar da próxima leitura no @darksidereadersteam, estaremos lendo Lady Killer, outra graphic novel da DarkSide Books. Entre em contato pelo instagram @darksidereadersteam, @blogsobrealeitura, @cafe_com_leitura, @leituraenigmatica ou @condutaliteraria.

Glossário:
Serial killer - Assassino em série.
Graphic Novel - História em quadrinhos de volume único.

Por Amanda Rocha

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Resenha: Para onde vão os suicidas? - Felipe Saraiça

Livro: Para onde vão os suicidas?
Autor: Felipe Saraiça
Editora: Pendragon
Páginas: 192
Nota:⭐⭐⭐⭐


Sinopse

Era dezembro quando Angelina nasceu. Uma noite gélida, de ventos fortes e relâmpagos que iluminavam todo o quarto do hospital. Quase que em silêncio, ela foi retirada do ventre de sua mãe que, também em silêncio, não mais respirava. A enfermeira, tão jovem e sonhadora, não sabia como lidar com vida e morte lado a lado. Seu pai, de modo mecânico e robótico, a balançava, não conseguindo contemplá-la. Seus olhos não mudaram de direção nem mesmo quando a menina iniciou seu pranto. Lá fora, a chuva caía forte, embaçando os vidros das janelas, e pintando todo o céu de cinza. Ele não chorava, apenas embalava lentamente sua filha, num ritmo quase que fúnebre, enquanto perguntava a si mesmo se seria egoísmo preferir que a criança tivesse perdido a vida e não sua noiva.


Minha opinião


[Atenção: Livro não recomendado para pessoas que estejam enfrentando algum tipo de problema psicológico.]

Angelina cresceu se sentindo culpada pelo fato da sua mãe ter morrido ao dar a luz a ela.
Seu pai não é a pessoa mais carinhosa do mundo, ela tampouco consegue demonstrar seu amor, o que a faz acabar se afastando dele.

Diante disso tudo, Angelina resolve por fim a vida dela. Angelina está disposta a se matar, ela chega a levar seu plano até o fim, mas acontece que ela não morre, vai parar em uma espécie de limbo e lá, Ixtab, a deusa do suicídio aparece e dá uma missão para a moça.

Ixtab propõe que ela tem que ajudar algumas pessoas que estão pensando em suicídio a mudar de ideia.

Gente, esse foi um dos livros mais sensíveis que já li. O autor tratou o tema com extremo respeito, nos traz reflexões importantes.

É um bom livro para quem quer ter um outro olhar sobre o tema.

Por Priscila Biancardi

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XIX Bienal internacional do Livro Rio 2019: Presença confirmada

Logo do blog sobre a leitura com fundo azul e a logo da bienal em branco
Olá, queridos leitores!

Para quem acompanha o blog Sobre a Leitura nas redes sociais, já sabe que eu, Amanda, estarei na Bienal desse ano como influenciadora digital!😍

Fiquei muito feliz que eu tenha sido selecionada e é mais uma conquista pro blog. É bom ser reconhecida pelo trabalho árduo que fazemos aqui, mas nada disso seria possível sem vocês.

Então, pensando nisso, trouxe esse post falando um pouco das expectativas que estou para essa Bienal, algumas programações e claro, quero saber de vocês o que vocês esperam que eu mostre, afinal de contas, vai ter live! 😊

Antes de tudo, é importante dizer que dias estarei lá, né?
31/08, 01/09, 06/09 e 08/09

Dia 31/08

Nesse dia, pretendo chegar cedo para pegar a credencial e correr para o evento Suspense pela manhã que acontecerá às 11h na Arena #SEMFILTRO no Pavilhão Verde.

Convidados: CJ Tudor e Raphael Montes (vulgo autor sem defeitos💓)
Mediadora: Ju Cirqueira

Descrição: A booktuber Ju Cirqueira conversa com a inglesa CJ Tudor e brasileiro Raphael Montes sobre seus mergulhos no universo do sombrio e macabro. A autora dos best sellers O Homem de Giz e O que aconteceu com Annie e o autor de Uma mulher no Escuro e Dias Perfeitos falam sobre suas trajetórias e ao final respondem também perguntas da plateia.

Veja:
 Resenha de O homem de Giz. 
Todos os posts falando sobre obras do Raphael Montes.

Nesse mesmo dia, irei finalmente conhecer minha querida amiga e parceira do blog Café com Leitura.😍 Espero aprontar muito com ela lá. Gravaremos algumas coisas juntas e distribuiremos muitos marcadores para vocês!

Visitarei também vários estandes, mas o que estou mais ansiosa para conhecer é o da minha linda editora parceira, a Hope. Que estará no estande P83 no Pavilhão Verde.

Segue programação da Editora Hope na Bienal💚:

imagem com horários e datas de sessões de autógrafos da editora hope



Dia 01/09

Nesse dia irei na companhia de uma querida amiga minha, Isa. Tem alguns eventos de meu interesse, mas ainda não sei se participarei de algum deles.

Às 11h Múltiplos quadrinhos na Arena #SEMFILTRO no Pavilhão Verde com a artista visual Nath Araujo, o quadrinista Vitor Cafaggi (da HQ Laços da Turma da Mônica) e Luciano Cunha (criador de O doutrinador).

Veja: Resenha de Laços e O doutrinador.

No mesmo horário, em Encontro com autores, também no Pavilhão Verde, estará ocorrendo o bate-papo Literatura Jovem e Intensa, com a autora de A cinco passos de você, Rachael Lippincott mediado por Vitor Martins, YouTuber e autor de Um milhão de finais felizes e Quinze dias.

Às 13h na Arena #SEMFILTRO no Pavilhão Verde tem A sutil arte de ligar o foda-se com o autor do livro homônimo Mark Manson, Leo Lanna e Nelito Fernandes (ambos da página e site humorístico Sensacionalista).

Veja: A sutil arte de ligar o foda-se.

Nesse mesmo dia, conhecerei o autor parceiro Cassio A. Fernandes, criador de Linra - 18 almas e O conto da dama de fogo. E claro, visitarei o estande da Editora Pendragon, responsável pela publicação dos livros dele e aproveitarei para conhecer a autora de Alys, Priscila Gonçalves e o autor de Para onde vão os suicidas, Felipe Saraiça.

Veja: Resenha de Linra - 18 almas e O conto da dama de fogo.

Segue programação da Editora Pendragon 🐉:


Sessões de autógrafos no estande da editora pendragon na bienal de 30/08 até 05/09

Sessões de autógrafos no estande da editora pendragon na bienal de 06/09 até 08/09



Dia 06/09

Nesse dia, estarei acompanha da minha fiel escudeira de eventos e amiga, Cíntia.

Às 13h pretendo pegar um autógrafo do autor Marcos DeBrito no estande M60 da Faro Editorial. Confira a programação completa da editora aqui.


Às 15h pretendo participar do Café Literário no Pavilhão Azul Cinco décadas de literatura - homenagem a Ruth Rocha

Às 17h estarei prestigiando o lançamento do livro O rapto dos dias do autor Kenny Teschiedel no estande P83 da Editora Hope no Pavilhão Verde.

Veja: Resenha de O rapto dos dias.


Capa do livro Rapto dos Dias do autor Kenny Teschiedel



Dia 08/09

É o dia que tirei para bater perna e fazer comprinhas na companhia da minha fiel escudeira e meu namorado.

Às 16h estarei prestigiando o trabalho da parceira Cristy S. Angel no estande da Editora Pendragon (N77 no Pavilhão Verde).

Conta aí para mim: Vocês irão na Bienal? Qual estande estão mais curiosos para ver? Me mande aí nos comentários que eu mostrarei na live lá no Instagram.

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Resenha: Pensamentos Desconexos - Larissa Dias

Livro: Pensamentos Desconexos
Autora: Larissa Dias
Editora: Editora Hope
Páginas: 58
Nota:⭐⭐⭐⭐
Livro gentilmente cedido pela autora

Sinopse

Pensamentos desconexos foi criado para ser uma válvula de escape para a autora, em que ela relata alguns momentos da sua vida que são contados através de versos e estrofes. As palavras postas nessas linhas são palavras que mostram um pouco dos sentimentos da autora e a sua personalidade também.

Pensamentos desconexos não foi escrito somente para expelir os seus sentimentos, o principal objetivo da autora nesta obra é despertar algum sentimento ao leitor, de preferência um sentimento tão forte que o faça mudar: Ela aborda temas como: Despedida, Amores perdidos, A desvalorização do ser humano e a inversão dos valores que o mundo sofreu.

Os seus versos são simples e de fácil compreensão, carregam sinceridade e muita melancolia. Pensamentos desconexos é uma obra original e emocionante, cada palavra é um portal para um novo aprendizado e uma chance de ver o mundo com uma visão mais apurada.


Minha opinião

Eu, como parceira da Hope, já tinha esbarrado algumas vezes com o livro da Larissa Dias e sempre ficava admirada com o fato de uma menina tão jovem (com 15 anos) ter escrito um livro com um título e sinopse tão expressivas.

Lembro de na minha infância/adolescência também escrever alguns poeminhas que nunca saíram do papel ou que ficaram só dentro da escola. Então, minha admiração pelo trabalho da Larissa já começou por aí. Ela teve a coragem que muitas vezes me faltou. A coragem que falta em muitos.

Foi um presente e uma surpresa enorme o contato que ela fez comigo para parceria e eu, claro, prontamente aceitei.


Já fui conquistada logo pelo prefácio. Nele, Larissa conversa conosco, uma espécie de bate papo olho no olho, que embora seja de autor para leitor, é como estar criando um vínculo de amizade. Ela fala um pouco sobre si como um convite para que possamos ficar à vontade para visitar sua vida através dos poemas presentes no livro.

E que livro expressivo, gente! Somos de certa forma transportados para a mente de Larissa. De fato, conseguimos acompanhar seus questionamentos, percepções, angústias, enfim, sentimentos. É como se ela tivesse despejado tudo isso pelos dedos, como se fosse possível transbordar dentro de si e expurgar tudo usando as mãos.

Sempre que falo de livros de contos/poesias gosto de deixar menção honrosa para meus favoritos. Nesse caso são:

Pluma - página 15
Opções - página 24
Até que eu entenda tudo que aqui dentro há - página 28
A realidade - página 30
Música - página 42
Uma dança perfeita - página 51
Poucas palavras? - página 53
Reflexo do espelho - página 54

Sintam-se convidados para conhecerem e serem cativados pelo trabalho de Larissa Dias. A autora posta alguns textos em seu instagram.

E caso queiram conhecer o livro, vocês podem adquiri-lo aqui na loja oficial da Editora Hope.

Lembrando que, caso utilizem o cupom "LEITURA", vocês receberão 10% de desconto.

Por Amanda Rocha

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Resenha: Christine - Stephen King

livro Christine o carro assassino coleção stephen king com minuatura hot wheels
Livro: Christine
Autor: Stephen King
Editora: Suma
Páginas: 616
Nota

Sinopse


Arnie Cunnigham era um perdedor. Rosto coberto de espinhas, desajeitado com as garotas, magro demais, passava os dias pelos corredores da escola, tentando fugir da gozação dos colegas. Isso até Christine entrar em sua vida.

Amor à primeira vista. A partir desse dia, o mundo ganha novo sentido. Tudo o que Arnie quer é estar junto de Christine. Mas não espere um novo Romeu e Julieta, tratando-se da mente assombrosa de Stephen King. Christine é um carro. Um Plymouth Fury 1958. Um feitiço sobre rodas que se apodera de Arnie e faz dele alguém diferente. Há algo poderosamente maligno solto pelas estradas de Libertyville. Uma força sobrenatural que vai deixando seu rastro de sangue por onde passa. 


Minha opinião


Quando se é jovem, algumas das coisas mais importantes pros rapazes são garotas e carros. Todos eles querem um carro pra poder levar sua garota para passear. Arnie não tinha nem uma coisa e nem outra, mas isso mudou rapidamente com a chegada de Christine, um Plymouth Fury 58 caindo aos pedaços, mas Arnie não se importou com a ruína em que o carro se encontrava, afinal, quem vê cara, não vê coração.

Arnie passou meses consertando Christine, ou pelo menos achou que estivesse fazendo isso, e com Christine melhorando a aparência, Arnie também mudou. Se livrou das espinhas e da aparência de perdedor e com isso apareceu Leigh, uma garota que qualquer um gostaria de ter por perto, e assim começa um estranho triângulo amoroso.

Mais uma vez Stephen King mostra que de fato é um King (kkkk). Christine foi o 28º livro dele que eu li, e devo dizer que King nunca para de nos surpreender. Quem diria que um livro sobre um carro assassino poderia ser tão bom? Como já é de se esperar de seus livros, Christine nos envolve em uma trama impossível de prever onde vai parar. E o melhor de tudo: o final do livro é muito bom, um dos melhores que Stephen já escreveu. Apesar de ser um livro bem grande e algumas partes um pouco enroladas, é uma leitura muito importante, já que é um dos livros de mais sucesso de Stephen King.

Adquira o livro aqui.

Por Priscila Biancardi

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Blogagem Coletiva: Os livros que eu tenho na minha estante


Olá, queridos leitores!

Depois de muito tempo sem participar de uma Blogagem Coletiva, vos trago essa com um tema que tem a cara do Blog Sobre a Leitura! Blogagem coletiva é apenas uma das atividades que vocês podem encontrar no grupo do Facebook "Interative-se", uma espécie de ponto de encontro de blogueiros.

Os livros que eu tenho na minha estante

Os livros que eu tenho na minha estante são bem variados.
Coisas de uma pessoa que apesar de possuir gêneros favoritos, gosta sempre de se desafiar.
Quem olhasse minha estante antes, na adolescência, possivelmente só encontraria romances e alguns mangás.
Quem olhasse minha estante dois anos atrás, possivelmente não veria muitos nacionais.
Quem olhasse minha estante três anos atrás veria a estante quase intocada e com poucos títulos, uma vez que minha concentração estava focada em livros acadêmicos e artigos.

Hoje em dia, minha estante é mais cheia, mais alegre, remexida, muitas vezes até bagunçada, mas de fato muito usada.
Nela você encontra meu livro favorito "O pequeno Príncipe".
Encontra também diversos livros nacionais. Seja do meu autor nacional favorito Raphael Montes ou livros de parceria e ganhados em sorteios.
Você encontra muito suspense, fantasia e terror. E como encontra!
Especialmente Stephen King!
Encontra livros em inglês, graphic novels, livros de editoras menores, livros de heróis e por que não? Você encontra até livros sobre filmes!

O blog tem cerca de 1 ano e meio de existência e, sem dúvidas, a melhor coisa que ele me ofereceu foi aumentar meu leque de opções de leitura.

Eu leio mais.
Eu me aventuro mais.
Eu saio da zona de conforto.
Eu conheço novos gêneros.
Novos autores.
Novas editoras.
Novos personagens.
Viajo por novos locais.
Eu aprendo mais.

E ser leitor é isso, né? Ter apenas uma vida, mas viver várias.


É isso, leitores, espero que tenham gostado desse breve post falando um pouquinho sobre o que tem na minha estante e caso queiram se aventurar ainda mais nos livros comigo, é só acompanhar o Blog Sobre a Leitura e verificar as diversas resenhas que temos aqui.

Por Amanda Rocha

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Resenha: O livro do cemitério - Neil Gaiman

Livro: O livro de cemitério
Autor: Neil Gaiman
Editora: Rocco
Páginas: 336
Nota:⭐⭐⭐
Livro lido na Leitura Coletiva Dark em Julho
Temática: Fantasia Dark

Sinopse

Enquanto seus pais e irmã são impiedosamente assassinados por um misterioso homem chamado Jack, um bebê consegue escapar de seu berço e se aventurar pelo mundo. Uma série de coincidências, aliada a uma grande dose de sorte, salva o pequeno de ter um destino tão trágico quanto o de sua família. Este é o cartão de visitas de O Livro do Cemitério, mais nova obra do cultuado britânico Neil Gaiman. Ganhador da medalha John Newberry, a mais prestigiada premiação da literatura infantojuvenil norte-americana, o livro permaneceu na lista dos mais vendidos do The New York Times por mais de 50 semanas e chega agora às livrarias do país. 

Com um começo sombrio e violento, diferente do seu habitual, o escritor inglês provoca arrepios no leitor. A história do bebê sortudo e fujão começa quando ele chega à rua e sobe a colina em direção ao velho cemitério. Ele é perseguido pelo assassino de seus familiares, o homem chamado Jack. Já dentro do cemitério o neném conhece os habitantes do local. Fantasmas de outras épocas que vivem em suas covas e mausoléus e que por circunstâncias do destino são forçados a adotar e batizar o bebê, agora chamado de Ninguém Owens, o Nin, para salvá-lo do seu perseguidor. 

Com ternura e talento, Gaiman narra as aventuras de Ninguém pelos caminhos do cemitério. Entre lápides e covas, junto a velhos fantasmas, almas penadas e até mesmo uma feiticeira enforcada, o leitor acompanha o crescimento de Nin, desde um pequeno bebê, até um jovem adolescente. Mas mesmo depois de todo este tempo a sombra do seu perseguidor ainda paira sobre o jovem. E o destino caminha para um embate final entre os dois, quando Ninguém descobre muito mais do que esperava sobre o mundo e as pessoas. 

Assim como fez em Coraline e Os Lobos dentro das Paredes, Neil Gaiman cria um mundo fantástico e fascinante, desta vez dentro de um pequeno cemitério. Ninguém e seus companheiros de cemitério são personagens adoráveis e mesmo os mortos são cheios de vida e alegria como raramente se acha em outros livros. Mais uma vez com o acompanhamento de luxo das belas (e sombrias) ilustrações de seu velho colaborador Dave Mckean, Gaiman apresenta um livro estupendo. E fica claro porque é um dos mais badalados escritores da atualidade. Com toda justiça. 
 


Minha opinião

Quem me conhece sabe que eu não li muitos livros do Gaiman, mas são sempre reações inesperadas ao ler obras do autor e é sempre intercalando. Leio um mais ou menos, um bom, outro mais ou menos.

Nesse caso, infelizmente foi mais ou menos. Veja bem, a fantasia presente no livro é impecável. A ideia central do livro simplesmente maravilhosa, mas o fato de ser escrito com elementos de canções de ninar e especialmente no formato de contos, acabou não rolando para mim. E eu entendo completamente que é um livro infantojuvenil, gosto e leio alguns livros assim.

No entanto, esse formato acaba dando uma quebrada na fluidez do enredo a cada término de capítulo e também traz capítulos grandes tornando a leitura cansativa também, e olha que eu sou fã do Stephen King, hein! Mas penso eu, que se você está oferecendo um livro com proposta infantojuvenil, se prolongar muito nos capítulos não é uma boa ideia, ainda mais sendo um livro de fantasia bem "viajadão".


Mas não vim aqui só para falar mal, certo? Como falei, a ideia central do livro é ótima e foi justamente ela que me atraiu para comprar a HQ antes mesmo de ler o livro e ora, vejam só: no formato HQ por se tratar de um formato mais sucinto funcionou muito mais!

Nunca achei que eu diria isso, mas a HQ não fica devendo nada. Conta a mesmíssima história do livro, mas sem muitos rodeios. Não possuo o volume 2 ainda, mas apenas pelo volume 1 deu pra observar todo o decorrer do livro com uma fluidez impecável, mas a resenha é sobre o livro, né? Então para ele eu dei 3/5 estrelas, mas as ilustrações do livro também são incríveis, como vocês podem ver abaixo.


Por fim, é inegável que Gaiman é bem fora da caixinha e eu esperava ter mais afinidade com o trabalho dele justamente por ter toques mais darks, mas por enquanto Coraline segue sendo meu favorito dele e acredito que me darei muito bem com Sandman (Pois é, eu ainda não desisti de você, Gaiman).

No grupo de Leitura Coletiva Dark eu fui a única que não curtiu muito. Sendo assim, o livro ganhou uma média de 8,2 (de 10).

Adquira o livro aqui.

Por Amanda Rocha

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