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Resenha: Fangirl - Rainbow Rowell #BooksRReGF

Livro: Fangirl
Autora: Rainbow Rowell
Editora: Novo Século
Páginas: 424
Nota:⭐⭐⭐⭐
Livro do mês de Março do projeto #BooksRReGF

Sinopse

Cath é fã da série de livros Simon Snow. Ok. Todo mundo é fã de Simon Snow, mas Cath, ser fã é sua vida – e ela é realmente boa nisso. Vive lendo e relendo a série; está sempre antenada aos fóruns; escreve uma fanfic de sucesso; e até se veste igual aos personagens na estréia de cada filme. Diferente de sua irmã gêmea, Wren, que ao crescer deixou o fandom de lado, Cath simplesmente não consegue se desapegar.



Minha opinião

Fangirl foi meu primeiro contato com a autora Rainbow Rowell e embora algumas pessoas não gostem desse livro, eu acabei gostando bastante, mas isso porque ele mexeu com elementos que fizeram parte da minha vida.

Cath é a irmã gêmea nerd, Wren, a descolada. Ambas cresceram apaixonadas pelos livros e filmes de Simon Snow. Os livros de Simon Snow são de fantasia e as irmãs cresceram escrevendo fanfics* sobre os personagens principais: Simon e Baz.

Simon e Baz estudam numa escola de magia, então logo de cara já lembramos do nosso bruxinho amado Harry Potter mas pra completar, Baz é um vampiro. Ah, gente, eu sou fã de Crepúsculo, né? É tipo juntar duas maravilhas da literatura em um só lugar e ainda por cima colocar o Jacob (um lobo) como inimigo mortal de ambos.

Fangirl foi como ler uma versão da minha adolescência, óbvio que com problemas diferentes. Cath e Wren se refugiam nos livros depois da mãe deixá-las. Seu pai também não soube lidar muito com a separação e por ser viciado em trabalho às vezes tem uns surtos e em meio ao medo de pirar como o pai, as mudanças de ares ao entrar para a faculdade, não morar mais com a irmã no mesmo quarto, garotos complicados, lidar que a irmã tem uma personalidade diferente e achar que ela não ligar mais tanto assim para Simon Snow, Cath precisa tomar grandes decisões sobre seu futuro e terminar sua fanfic antes que a autora lance o último livro da série.

O livro é cheio de referências também, então acabou sendo um a leitura bem divertida para mim. Algumas referências: Chapeuzinho Vermelho, Battlestar Galactica, Barrados no baile, Ela é demais,The Beatles, O iluminado, Operação cupido e até do próprio Harry Potter e Crepúsculo.

A única observação que tenho a fazer sobre o livro, e que é o motivo dele não receber 5 estrelas, é que a cada final de capítulo tem um trechinho de livros e fanfics de Simon Snow e isso dá uma quebrada no ritmo da leitura. Em alguns momentos é até compreensível os trechos aparecerem no meio do livro mas... em todos os capítulos? Não era necessário. Ainda mais que depois foi lançado o livro "Carry on" que é justamente a fanfic da Cath, ou melhor, Magicath, que é seu pseudônimo de escritora.

Esse mês leremos "Lugares Escuros" da Gillian Flynn e tô muito animada com esse projeto para conhecer mais sobre as autoras Rainbow e Gillian.
Espero que tenham gostado da resenha e se já leram o livro ou algum da Rainbow, conta aí pra mim nos comentários.

Por Amanda Rocha

*fanfics: Histórias de ficção escritas por fãs usando personagens já existentes em filmes e livros ou ídolos como vocalistas, atores, etc.

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Resenha dupla: Especial Tim Burton - O triste fim do menino ostra e O estranho mundo de Jack

Vamos falar sobre Tim Burton?

Meu amor pelo trabalho do Tim Burton vem desde a infância. Cresci encantada pelos filmes dele e passava tardes vendo toda vez que passava seja na "Sessão da Tarde" ou "Cinema em casa", O estranho mundo de Jack, Os fantasmas se divertem e Edward Mão de Tesoura.
Óbvio que ao crescer conferi outras obras do diretor e ainda consegui passar adiante o vício no trabalho dele assistindo A noiva-cadáver com meus sobrinhos.

Assim que descobri a existência do mangá sobre O estranho mundo de Jack prontamente quis adquirir, mas ainda bem que aguardei pois mais a frente tomei conhecimento de um livro escrito por Tim Burton e acabei comprando os dois juntos. E sobre ambos que venho falar hoje.

Livro: O triste fim do menino ostra
Autor: Tim Burton
Editora: Girafinha
Páginas: 128
Nota:⭐⭐⭐⭐

Sinopse

Das incríveis animações em stop motion — como O estranho mundo de Jack e A noiva cadáver — aos modernos e excêntricos contos de fada Edward Mãos de Tesoura e Peixe grande, o cineasta Tim Burton tornou-se conhecido por sua linguagem visual única, que equilibra perspicácia e humor ácido.
Neste livro, em que as ilustrações evocam a doçura e a tragédia da vida, Burton apresenta uma galeria de personagens infantis muito peculiares. Incompreendidos e desajustados, eles lutam para encontrar amor e aceitação em um mundo cruel. São desesperançados e infelizes heróis que nos lembram o lado negro que há em todos nós.


Minha opinião

Quem já conhece o trabalho do Tim Burton, sabe que ele tem um humor bem ácido e enredos bem fora da caixinha. O livro dele não poderia ser diferente. São diversos contos curtinhos, todos muito bem ilustrados e daquela forma meio macabra que é bem característica do diretor/autor como você pode verificar abaixo.


O livro é bem feito para fãs do trabalho dele mesmo, pois quem não gosta dos filmes do Tim dificilmente aprovarão o livro também.

Alguns contos são somente loucos mas todos com um toque melancólico e alguns chegam a te deixar realmente triste. O triste fim do menino ostra não recebe triste no título à toa. É certamente o conto mais triste que tem no livro.

Todos os personagens dos contos possuem alguma característica que foge do habitual, seja um olho grande demais, olhos demais, pregos nos olhos, cabeça de ostra, corpo de robô, entre outros. E é nisso que Tim Burton foca: o fato de ser diferente e ter que se adaptar ao mundo.

Se você também é fã do trabalho de Tim, pode ler que vale a pena. E embora tenha sido lançado pelo selo "Girafinha" aqui no Brasil, eu não recomendo para crianças porque além de ter uma interpretação difícil, crianças são muito atraídas por figuras e como eu disse acima, tem um menino com pregos nos olhos.


Mangá: O estranho mundo de Jack
Enredo e Arte: Jun Asuka
Editora: Abril
Páginas: 176
Nota:⭐⭐⭐⭐

Sinopse

Seja bem-vindo ao estranho mundo de Jack, mestre e senhor absoluto do Halloween. Infalível propagador de sustos nas noites de 31 de outubro, Jack se empolgou com uma outra festa que também ocorre apenas uma vez por ano: o celebrado Natal. Mas como fica a ordem das coisas quando uma criatura acostumada a espalhar o terror decide comandar um evento tão colorido, terno e reconfortante? Você mesmo vai descobrir a resposta se tiver coragem e mantiver os olhos abertos e grudados nesta versão em mangá da premiada animação escrita e produzida por Tim Burton.

Minha opinião

Esse mangá embora tenha enredo e arte de Jun Asuka, nada mais é que a adaptação do filme para mangá e é lindo! Essa é a minha animação favorita do Tim Burton e como vocês podem ver abaixo, até as músicas do filme tem no mangá!


Essa música da imagem é a minha favorita do stop-motion e eu quase gritei quando li. Até cantei junto haha Segue o vídeo para quem quiser conhecer a música.



Mais uma obra feita para fãs do Tim Burton ou para quem quer ter a oportunidade de conhecer o trabalho dele e não tá afim de ver o filme.

É um mangá bem rapidinho de ler e super fofo.

Jack está se sentindo um pouco deslocado e quer buscar algo novo. Um dia em suas andanças pela floresta, encontra em uma árvore vários símbolos diferentes e resolve se aproximar do símbolo com uma árvore natalina.

Jack vai então parar na Cidade do Natal e fica encantado com todas as luzes, presente e "Papai Cruel".

Volta empolgadíssimo querendo apresentar a todos o Natal mas será que ele entendeu bem o que é o espírito natalino? Sally, a boneca-humana criada pelo doutor Finklestein (isso te lembra outro livro?), ainda tenta ajudá-lo mas Jack é bastante insistente.

Papai Noel pra quem é de Papai Noel e Halloween pra quem é de Halloween.

Vida longa ao Rei da abóbora e do horror! Vida longa ao Jack!

Por Amanda Rocha

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Resenha: Cujo - Stephen King

Livro: Cujo
Autor: Stephen King
Editora: Suma
Páginas: 376
Nota:⭐⭐⭐⭐
Livro escolhido do mês de Março na Leitura Coletiva Dark

Sinopse

Frank Dodd está morto e a cidade de Castle Rock pode ficar em paz novamente. O serial-killer que aterrorizou o local por anos agora é apenas uma lenda urbana, usada para assustar criancinhas. Exceto para Tad Trenton, para quem Dodd é tudo, menos uma lenda. O espírito do assassino o observa da porta entreaberta do closet, todas as noites. Você pode me sentir mais perto… cada vez mais perto. Nos limites da cidade, Cujo – um são Bernardo de noventa quilos, que pertence à família Camber – se distrai perseguindo um coelho para dentro de um buraco, onde é mordido por um morcego raivoso. A transformação de Cujo, como ele incorpora o pior pesado de Tad Trenton e de sua mãe e como destrói a vida de todos a sua volta é o que faz deste um dos livros mais assustadores e emocionantes de Stephen King.



Minha opinião

Eu não li muitos livros do King ainda, mas pelo que já li dele posso falar que o que faz tum autor tão brilhante é a riqueza nos detalhes. Stephen King descreve tudo bem e às vezes até podemos nos pegar pensando "nossa, mas pra quê ele tá falando isso sobre o personagem?", mas tudo tem um motivo.

Isso ajuda tanto na construção do personagem que quando menos percebemos estamos afeiçoados a eles porque a fórmula é bem simples: só acabamos desenvolvendo grande empatia e nos apegando se conhecemos o personagem, ou seja, se ele foi bem construído.

Eu já fiz uma resenha aqui de um outro livro de um outro autor, que prefiro não citar porque fui muito julgada, por não ter desenvolvido empatia com a personagem por ela não ter sido bem construída pelo autor e é óbvio que cada autor tem seus métodos mas leitores também têm e essa construção feita pelo King me agrada.

Dito isso, vamos falar do enredo. Cujo é um livro de 1981 e embora os casos de raiva sejam mais raros atualmente, King consegue criar um pavor inevitável ao utilizar uma doença real porque nos faz pensar que qualquer um está sujeito a se deparar com um cão raivoso.


O livro possui poucos cenários e o cenário principal, que é o carro pifado no quintal dos Camber (donos de Cujo), é tão bem trabalhado que por vezes sentimos a angústia, a esperança de sair logo do confinamento, o calor, a claustrofobia e os olhos do animal nos observando.

Os sentimentos quanto ao cachorro acabam sendo conflitantes. Ao mesmo tempo que queremos que as pessoas sobrevivam, Cujo não teve culpa. Ele apenas foi infeliz por ter sido infectado por uma doença tão cruel e devastadora.

É até curioso esse enjaulamento na luta pela vida fugindo do cão quando comumente o que acontece na vida real é justamente o animal ficar preso. Seja um cão em sua coleira ou um pássaro em uma gaiola.

Enfim, mais um trabalho brilhante e cativante do mestre do terror que por fim até lágrimas conseguiu me arrancar.

Como comentei no início, esse livro foi escolhido no mês de Março no grupo de Leitura Coletiva Dark. O livro recebeu pelos integrantes a média de nota 9,25.

Esse mês leremos "Em águias sombrias" da Paula Hawkings. Caso se interesse em fazer parte do grupo, envie um e-mail para sobrealeitura@hotmail.com que lhe enviarei o link do grupo no Whatsapp.

Por Amanda Rocha

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