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[Leitura Coletiva Dark] Resenha: Menina boa, menina má - Ali Land

Para quem não sabe, estamos com um grupo no Whatsapp de Leitura Coletiva Dark, ou seja, leremos durante o ano diversos livros de terror, thriller e até fantasia dark. O tema de Janeiro foi "Thriller" e o livro mais votado foi Menina boa, menina má da autora Ali Land. Caso queiram participar é só entrar em contato. O tema de fevereiro será "Terror Clássico".

Livro: Menina boa, menina má

Autora: Ali Land
Editora: Record
Páginas: 376
Nota: ⭐⭐⭐⭐ 

Sinopse

Os corações das crianças pequenas são órgãos delicados. Um começo cruel neste mundo pode moldá-los de maneiras estranhas Nome novo. Família nova. Eu. Nova. Em folha. A mãe de Annie é uma assassina em série. Um dia, Annie a denuncia para a polícia e ela é presa. Mas longe dos olhos não é longe da cabeça. Os segredos de seu passado não a deixam dormir, mesmo Annie fazendo parte agora de uma nova família e atendendo por um novo nome — Milly. Enquanto um grupo de especialistas prepara Milly para enfrentar a mãe no tribunal, ela precisa confrontar seu passado. E recomeçar. Com certeza, a partir de agora vai poder ser quem quiser... Mas a mãe de Milly é uma assassina em série. E quem sai aos seus não degenera...


Nossa opinião

Annie carrega cicatrizes na pele, na mente e no coração por conviver durante anos com uma mãe serial killer e que a maltratava, até tomar coragem e denunciar a mãe para policia.

Agora Annie virou Milly, é uma nova pessoa, tem uma nova família, ainda que temporária,  e o mais importante: tem a chance de construir uma nova história. Mas Milly não terá paz na nova família, a filha de seus pais provisórios está disposta a transformar a vida dela em um inferno, enquanto isso Milly precisa lidar com a menina boa e a menina má que há dentro dela.


A escrita de Ali Land é envolvente e por isso Milly/Annie é uma personagem bem construída. Mesmo tendo poucas páginas, o livro consegue nos chocar com as descrições, exercitar nossa empatia, nos fazer questionar nossa índole e ainda nos surpreender com o desenvolver da protagonista. É de se admirar que essa seja a primeira e única obra da autora.

Por fim, Menina boa, menina má trás uma questão muito importante: até onde nossos pais podem nos influenciar? Se nossos pais são ruins nós também estamos fadados a ser?

Por Amanda Rocha e Priscila Biancardi

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Resenha: Minha Resiliência - Thaisa Lima

Livro: Minha Resiliência
Autor: Thaisa Lima
Editora: Independente/Amazon
Páginas: 406
Nota
Livro cedido pela autora


Sinopse

Maria Clara é uma mulher marcada por seu passado. Um passado complicado que a jogou num universo sombrio e depressivo. Ela vive seus dias sem saber o que é esperança, imersa numa depressão profunda, usando uma máscara de "pessoa feliz" para disfarçar sua dor. Apesar de todo seu sofrimento, Maria Clara se reergueu e hoje é uma blogueira e youtuber de sucesso, conquistando fãs a cada dia.

Sem acreditar mais no amor e na felicidade, a vida lhe faz uma surpresa e apresenta Otávio, um homem que muda drasticamente a sua história. Será que Otávio finalmente trará a felicidade e vontade de viver que se perderam um dia? Ou será que ele irá destruir ainda mais os sonhos de Clara?

Repleto de reviravoltas e momentos marcantes, Minha Resiliência é uma história de amor, superação e perdas irreparáveis que levarão o leitor a acreditar em segundas chances e no poder restaurador do amor.



Minha opinião

Quando recebi o convite da Thaisa para participar dessa leitura coletiva, eu pensei logo: Ah, eu tenho lido mais romances e é bom variar um pouco e sair da zona de conforto do terror/thriller. Iniciei minha leitura despretensiosamente esperando os diversos clichês de romance e vi que estava redondamente enganada.

Minha Resiliência é uma montanha-russa de emoções. Eu senti raiva, tristeza, impotência, nostalgia, felicidade... Tiveram momentos de deixar o coraçãozinho aquecido e outros nos quais as lágrimas transbordaram nos olhinhos.

Maria Clara é uma personagem extremamente cativante! E Thaisa trabalha tão bem a personagem que quando a gente menos espera ela já se tornou praticamente uma melhor amiga nossa. A gente sofre com ela, ri com ela, sente vontade de abraçá-la, às vezes até de dar aquele leve puxão de orelha. haha Sem contar que a Maria Clara, assim como eu, é blogueira, gordinha, ama Star Wars e tem as madeixas coloridas. Como não se identificar, né?

Otávio, assim como Maria Clara, despertou o melhor e o pior em mim. Ele é ao mesmo tempo aquela brisa fresca na vida da Maria Clara mas que em dado momento vira um furacão deixando a vida dela aos pedaços e a gente com o coração na mão.


Embora haja muita identificação com a Maria Clara, preciso deixar uma menção honrosa para outra personagem aqui.
Sabe aquela amiga que mesmo com o passar do tempo e todas as coisas que a vida adulta trazem com ela, ela não te abandona de forma alguma? Essa é a Vanessa, melhor amiga de Maria Clara. Divertida, compreensiva, um amorzinho!

No final da leitura coletiva fizemos um debate com a autora e foi super divertido poder tirar todas nossas dúvidas sobre os personagens e nos sentir ainda mais próximos deles.
Por fim, devo dizer que Minha Resiliência é um livro lindo, emocionante e muito verdadeiro e como tendo a me empolgar falando dele e não gosto de dar spoilers só posso pedir a vocês que adquiram o livro pois não irão se arrepender.

Minha Resiliência está gratuito para Kindle Unlimited e você pode adquiri-lo aqui.

Por Amanda Rocha

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Resenha: Sombras da Noite - Stephen King

Livro: Sombras da noite
Autor: Stephen King
Editora: Suma
Páginas: 411
Nota

Sinopse
Stephen King reúne aqui 20 de seus mais inquietantes contos- relatos de acontecimentos bizarros e atos impensáveis, surgindo daquela região crepuscular onde ruídos nas paredes e sombras perto da cama prenunciam algo terrível que ronda à solta. Os cenários são familiares e acima de qualquer suspeita - um colégio, uma fábrica, uma lanchonete rodoviária, uma lavanderia, um milharal. Mas no mundo de Stephen King, qualquer lugar pode servir como território sobrenatural. Só é necessária uma hora propícia da noite e a distração das vitimas. Alguns desses clássicos inspiraram filmes memoráveis: As Crianças do Milharal (Colheita Maldita) O Homem do Cortador de Grama (O Passageiro do Futuro), A Máquina de Passar Roupa (Mangler: O Grito de Terror) e Às Vezes Eles Voltam.


Minha opinião

Primeiro livro de contos escrito por Stephen King e devo dizer que ele começou esse tipo de livro em grande estilo. Como foi dito, esse livro reúne 20 contos, alguns deles bem curtos, em sua maioria são todos muito bons.

O primeiro destaque que eu vou dar é pro primeiro conto, que se chama Jerusalem’s Lot... Isso traz alguma lembrança? Quem respondeu que é o nome da cidade onde se passa o livro Salem acertou haha. Esse conto se passa muuuuuito tempo antes dos acontecimentos do livro Salem e conta um pouco mais sobre a história da misteriosa cidade. O último conto também é sobre Jerusalem’s Lot.


Agora vou falar resumidamente sobre os meus seis contos preferidos:

- Último turno: Hall é funcionário de uma fábrica, onde trabalha no turno da noite, como todo jovem que está precisando de dinheiro. Quando seu supervisor o chama para participar de um trabalho de madrugada, ele prontamente aceita, mas o último turno pode ser extremamente assustador. Esse conto não tem nenhuma ligação com a trilogia do Bill Hodges.

- Eu sou o portal: Arthur e Cory são astronautas e foram lançados na órbita de Saturno para explorar, até a hora de ir embora tudo corria bem, no entanto no meio do trajeto um acidente acontece, Cory morre na hora e Arthur fica paralisado da cintura pra baixo e também carrega consigo um visitante incômodo.

- A máquina de passar roupa: Esse provavelmente é o meu preferido. A lavanderia local funcionava às mil maravilhas, até um acidente terrível acontecer: uma das moradas foi sugada pela máquina de passar roupa e não sobrou nada dela. Mas ela não foi a primeira e nem será a última sofrer um acidente na máquina de passar roupa.

- O ressalto: Stan se envolveu com a mulher de um poderoso criminoso e nesse momento está com ele em uma sala negociando a segurança de sua amada e a sua própria. Cressner (o criminoso) oferece a Stan 20 mil dólares e a chance de ser feliz com sua amada, basta conseguir atravessar o prédio onde está, que é muito alto, tendo apenas um ressalto de 12cm para se apoiar.

- Ex-fumantes Ltda.: Morrison é um fumante inveterado que um dia está no aeroporto e encontra um antigo amigo da faculdade e este lhe conta como sua vida melhorou depois que conseguiu parar de fumar, Morrison se interessa de imediato em como o amigo parou de fumar, logo ele está diante de método para largar o vício nada ortodoxo.

- Eu sei o que você precisa: Elizabeth está atolada com as provas finais da faculdade, precisa garantir uma nota boa para continuar com a bolsa quando conhece Edward, um rapaz que de alguma forma parece saber tudo que a garota precisa. Mas essa história logo se transforma em algo obsessivo.

Meu último recado é: leiam esse livro.

Link para compra: Amazon.

Por Priscila Biancardi


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Em Alice blogagem coletiva interative-se lewis carroll livro proibido

Blogagem coletiva: Livro proibido - Alice de Lewis Carroll

Alice no país das maravilhas

Sinopse

Obra-prima criada pelo escritor inglês Lewis Carroll, no século XIX, Alice no País das Maravilhas imortalizou-se na literatura mundial como uma fábula capaz de encantar adultos e crianças. Uma ficção sem igual que se tornou sucesso há mais de cem anos e ainda hoje é um clássico obrigatório para leitores de todas as idades.O livro conta a história de uma menina curiosa que decide seguir um coelho branco, quando de repente cai em sua toca e é levada a um reino onírico, onde convive com criaturas estranhas e se envolve nas mais inusitadas aventuras. Neste universo inesperado, não há limites entre sonho e realidade.Mais do que uma obra ficcional-juvenil, Alice no País das Maravilhas é uma alucinante viagem por um mundo nada óbvio em que imaginação, desafios de lógica, jogos de palavras e situações nonsense combinam-se de maneira única e inesquecível.

Pôsteres das adaptações cinematográficas mais famosas de Alice.

Quem vê a sinopse, conhece o enredo de Alice e suas adaptações cinematográficas, não imagina que a obra tenha sido proibida em lugar algum. No entanto, em 1931 ele foi proibido na China pelo simples fato de Lewis ter colocado os animais no mesmo nível hierárquico que os homens e com as mesmas qualidades que eles, inclusive no ato de falar.

 Curioso, né? Já sabiam disso? Conhecem mais algum livro proibido? Conte pra gente nos comentários!

Esse post faz parte da Blogagem Coletiva do Interative-se.

Por Amanda Rocha

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Projeto 6 on 6: Arte Urbana

O blog "Sobre a Leitura" está participando do projeto 6 on 6 do grupo no Facebook Interative-se.

O projeto constitui de um 6 fotos temáticas no dia 6 de cada mês por 6 meses.

 Dessa vez o tema é Arte Urbana e trarei algumas imagens feitas por mim e algum poema ou música relacionado.

A arte de hoje é um índio, que faz parte do mural "Etnias" presente no Porto Maravilha mo Rio de Janeiro.

O mural, pintado pelo artista brasileiro que faz sucesso mundialmente e atualmente eleito como personalidade do ano em Nova York, Eduardo Kobra, foi reconhecido em 2016 como o maior grafite do mundo pelo "Guiness World Records", o livro dos recordes.
***
A vida do índio – Edmar Batista de Souza (Itohã Pataxó)

O índio lutador,
Tem sempre uma história pra contar.
Coisas da sua vida,
Que ele não há de negar.
A vida é de sofrimento,
E eu preciso recuperar.
Eu luto por minha terra,
Por que ela me pertence.
Ela é minha mãe,
E faz feliz muita gente.
Ela tudo nós dar,
Se plantarmos a semente.
A minha luta é grande,
Não sei quando vai terminar.
Eu não desisto dos meus sonhos,
E sei quando vou encontrar.
A felicidade de um povo,
Que vive a sonhar.
Ser índio não é fácil,
Mas eles têm que entender.
Que somos índios guerreiros.
E lutamos pra vencer.
Temos que buscar a paz,
E ver nosso povo crescer.
Orgulho-me de ser índio,
E tenho cultura pra exibir.
Luto por meus ideais,
E nunca vou desistir.
Sou Pataxó Hãhãhãe,
E tenho muito que expandir.

Essa segunda arte está presente no muro de uma estação de rede elétrica na Ilha do Fundão no Rio de Janeiro e dispensa outro poema, além do que já está na imagem de autoria do Anonimundo
***
O amor,
como o universo
Começa em um big bang
E
Termina em um bang bang.

A arte acima também se encontra no Porto Maravilha. É um híbrido de pássaro e peixe pintada pela talentosíssima RafaMon.
*** Peixe – Patativa de Assaré

Tendo por berço o lago cristalino,
Folga o peixe, a nadar todo inocente,
Medo ou receio do porvir não sente,
Pois vive incauto do fatal destino.

Se na ponta de um fio longo e fino
A isca avista, ferra-a inconsciente, 
Ficando o pobre peixe de repente,
Preso ao anzol do pescador ladino.

O camponês, também, do nosso Estado,
Ante a campanha eleitoral, coitado!
Daquele peixe tem a mesma sorte. 

Antes do pleito, festa, riso e gosto,
Depois do pleito, imposto e mais imposto.
Pobre matuto do sertão do Norte!



A quarta arte escolhida é de autoria desconhecida. É possível ver várias dessas pinturas em ruas da Ilha Grande, no Rio de Janeiro.
*** Pássaro vermelho – Milton Nascimento e Fernando Brant

Pássaro vermelho
sonhou um canto e cantou
o seu canto era belo e bom:
ê sol
ê lua
ê mata
ê rio.
Brasil nem era Brasil.
Muito antes de Colombo
muito antes de Cabral
aqui viva uma gente
falando lingua de vida
vivendo uma vida tal
que até parece cinema
até parece um sonho
o que era natural.
O Brasil nem era Brasil.
O povo aqui vivia
amava as coisas que tinha:
a mata dava a caça
o rio que dava o peixe
a terra que dava o fruto
o fruto que repartia
na aldeia e na casa
na tribo e na família.
Brasil nem era o Brasil
Um dia chegou de longe
o homem civilizado
trazendo em sua bagagem
veneno mais que mortal
tudo o que aqui vivia
em sua harmonia
tocado pelo tal veneno
foi virando pelo avesso.
Brasil nem era o Brasil
E todos que aqui sonhavam
viram o que o sonho virava
um enorme pesadelo
Por isto é que todo mundo
que mora nesse Brasil
precisa sonhar canto novo
precisa crescer como povo.
Pássaro vermelho
sonho um canto e cantou
e seu canto era belo e bom:
ê sol
ê lua
ê mata
ê rio



A quinta arte está pintada no Armazém 8, também no Porto Maravilha, bem em frente ao AquaRio. Essa é do artista Acme.
***
Mergulhador – Vinicius de Moraes


Como, dentro do mar, libérrimos, os polvos 
No líquido luar tateiam a coisa a vir 
Assim, dentro do ar, meus lentos dedos loucos 
Passeiam no teu corpo a te buscar-te a ti. 

És a princípio doce plasma submarino 
Flutuando ao sabor de súbitas correntes 
Frias e quentes, substância estranha e íntima 
De teor irreal e tato transparente. 

Depois teu seio é a infância, duna mansa 
Cheia de alísios, marco espectral do istmo 
Onde, a nudez vestida só de lua branca 
Eu ia mergulhar minha face já triste. 

Nele soterro a mão como a cravei criança 
Noutro seio de que me lembro, também pleno... 
Mas não sei... o ímpeto deste é doído e espanta 
O outro me dava vida, este me mete medo. 

Toco uma a uma as doces glândulas em feixes 
Com a sensação que tinha ao mergulhar os dedos 
Na massa cintilante e convulsa de peixes 
Retiradas ao mar nas grandes redes pensas. 

E ponho-me a cismar… - mulher, como te expandes! 
Que imensa és tu! maior que o mar, maior que a infância! 
De coordenadas tais e horizontes tão grandes 
Que assim imersa em amor és uma Atlântida! 

Vem-me a vontade de matar em ti toda a poesia 
Tenho-te em garra; olhas-me apenas; e ouço 
No tato acelerar-se-me o sangue, na arritmia 
Que faz meu corpo vil querer teu corpo moço. 

E te amo, e te amo, e te amo, e te amo 
Como o bicho feroz ama, a morder, a fêmea 
Como o mar ao penhasco onde se atira insano 
E onde a bramir se aplaca e a que retorna sempre. 

Tenho-te e dou-me a ti válido e indissolúvel 
Buscando a cada vez, entre tudo o que enerva 
O imo do teu ser, o vórtice absoluto 
Onde possa colher a grande flor da treva. 

Amo-te os longos pés, ainda infantis e lentos 
Na tua criação; amo-te as hastes tenras 
Que sobem em suaves espirais adolescentes 
E infinitas, de toque exato e frêmito. 

Amo-te os braços juvenis que abraçam 
Confiantes meu criminoso desvario 
E as desveladas mãos, as mãos multiplicantes 
Que em cardume acompanham o meu nadar sombrio. 

Amo-te o colo pleno, onda de pluma e âmbar 
Onda lenta e sozinha onde se exaure o mar 
E onde é bom mergulhar até romper-me o sangue 
E me afogar de amor e chorar e chorar. 

Amo-te os grandes olhos sobre-humanos 
Nos quais, mergulhador, sondo a escura voragem 
Na ânsia de descobrir, nos mais fundos arcanos 
Sob o oceano, oceanos; e além, a minha imagem. 

Por isso - isso e ainda mais que a poesia não ousa 
Quando depois de muito mar, de muito amor 
Emergindo de ti, ah, que silêncio pousa 
Ah, que tristeza cai sobre o mergulhador!

A última arte selecionada para o 6 on 6 de Janeiro é de autoria de Gil Faria e está localizada no Armazém 7 no Porto Maravilha.
*** Mulher - Dante Alighieri
Tradução de Ivo Barroso.

É tão gentil e tão honesto o ar
de minha Dama, quando alguém saúda,
que toda boca vai ficando muda
e os olhos não se afoitam de a fitar.
Ela assim vai sentindo-se louvar
na piedosa humildade em que se escuda,
qual fosse um anjo que dos céus se muda
para uma prova dos milagres dar.
Tão afável se mostra a quem a mira
que o olhar infunde ao coração dulçores
que só não sente quem jamais olhou-a.
E quando fala, dos seus lábios voa
Uma aura suave, trescalando amores,
que dentro d’alma vai dizer: “Suspira!”

Por Amanda Rocha

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Resenha: HQ Tex Especial - O sinal de Yama

HQ: Tex Especial - O sinal de Yama
Texto: Mauro Boselli
Arte: Fabio Civitelli
Editora: Mythos
Páginas: 340
Nota: 5/5

Sinopse

Cuidado! Ninguém está seguro! O filho de Mefisto voltou! Numa noite, dentro de um carroção solitário nas desoladas pradarias do Nebrasca, Blacky Dickart é agitado por pesadelos tenebrosos, nos quais ressoa a voz de seu pai. E o céu tempestuoso do Oeste se enche de demônios e fantasmas! Nesse ínterim Tex, Kit Carson, Kit Willer e Jack Tigre, seguem os rastros de quatro misteriosos assassinos que roubaram peças sagradas de uma velha missão.

Minha opinião

O retorno de um dos arqui-inimigos de Tex após mais de 10 anos, vindo pelas mãos de duas figuras totalmente novas, Mauro Boselli (histórias anteriores sendo de Giovanni Luigi Bonelli e Claudio Nizzi) e Fabio Civitelli (anteriores por Aurelio Galleppini e Claudio Villa).

Ambos fizeram um excelente papel: O roteiro está bem feito, com uma boa dosagem de ação e não possui muitas nuances para explicar ocorrências sobrenaturais. Apesar de gostar mais das histórias de faroeste clássico do Tex, essa não faz feio; e para quem acompanha a série há um bom tempo e quer se manter em dia, é uma bela pedida.

Já os desenhos de Civitelli estão fenomenais como sempre. Mesmo possuindo um estilo mais limpo, tirou de letra os desenhos que possuem muitos acontecimentos sobrenaturais - e de quebra - uma maior poluição visual; dando pra apreciar tanto a bela arte quanto saber muito bem o que está acontecendo naquele momento.

Uma leitura obrigatória para qualquer um que acompanha Tex, principalmente para quem acompanhou a saga Mefisto/Yama.

Por Giordano Trabach

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