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Resenha: A mulher na janela - A. J. Finn

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Livro: A mulher na janela
Autor: A. J. Finn
Editora: Arqueiro
Páginas: 352
Nota: 5/5


Sinopse


Anna Fox mora sozinha na bela casa que um dia abrigou sua família feliz. Separada do marido e da filha e sofrendo de uma fobia que a mantém reclusa, ela passa os dias bebendo (muito) vinho, assistindo a filmes antigos, conversando com estranhos na internet e... espionando os vizinhos.


Quando os Russells – pai, mãe e o filho adolescente – se mudam para a casa do outro lado do parque, Anna fica obcecada por aquela família perfeita. Até que certa noite, bisbilhotando através de sua câmera, ela vê na casa deles algo que a deixa aterrorizada e faz seu mundo – e seus segredos chocantes – começar a ruir.


Mas será que o que testemunhou aconteceu mesmo? O que é realidade? O que é imaginação? Existe realmente alguém em perigo? E quem está no controle?


Neste thriller diabolicamente viciante, ninguém – e nada – é o que parece. 'A mulher na janela' é um suspense psicológico engenhoso e comovente que remete ao melhor de Hitchcock.





Minha opinião


"Não é paranoia se está realmente acontecendo"


Acho que a primeira coisa que devemos comentar é que dá para perceber que o autor teve muito carinho ao escrever esse livro porque pesquisou bastante desde filmes clássicos a problemas psicológicos/psiquiátricos e medicamentos.
E para um livro de estreia, A. J. Finn se saiu muito bem e se continuar nesse ritmo ao escrever outros títulos certamente se tornará um autor memorável.


A mulher na janela demora um pouco pra pegar ritmo, mas quando o livro começa a engatar não conseguimos mais soltar.
O livro gira em torno de Anna, uma mulher com seus 30 e tantos anos, que devido a traumas não consegue sair de casa. Certa noite, Anna vê algo que a faz questionar sua sanidade.
O que mais me atraiu nesse livro foi o fato de falar sobre a síndrome do pânico e agorafobia, nunca havia lido nada com essas temáticas. Sem contar que o livro é narrado em primeira pessoa, o que aumenta a sensação de realidade.
A mulher na janela foi uma ótima experiência com algo novo pra mim, acho que é uma leitura muito importante pra quem quer entender como é a vida de uma pessoa com vários distúrbios psicológicos, e principalmente para aprender a ter empatia.


E se quiserem um motivo extra para ler, o livro que foi vendido para mais de 35 países, será adaptado para as telonas pela 20th Century Fox.


Você consegue comprá-lo aqui: A Mulher na Janela



Por Amanda Rocha e Priscila Biancardi

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Resenha: Joyland - Stephen King

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Livro: Joyland
Autor: Stephen King
Editora: Suma
Páginas: 240
Nota: 5/5


Sinopse


Carolina do Norte, 1973.
O universitário Devin Jones começa um trabalho temporário no parque Joyland, esperando esquecer a namorada que partiu seu coração. Mas é outra garota que acaba mudando seu mundo para sempre: a vítima de um serial killer.
Linda Grey foi morta no parque há anos, e diz a lenda que seu espírito ainda assombra o trem fantasma. Não demora para que Devin embarque em sua própria investigação, tentando juntar as pontas soltas do caso. O assassino ainda está à solta, mas o espírito de Linda precisa ser libertado — e para isso Dev conta com a ajuda de Mike, um menino com um dom especial e uma doença séria.
O destino de uma criança e a realidade sombria da vida vêm à tona neste eletrizante mistério sobre amar e perder, sobre crescer e envelhecer — e sobre aqueles que sequer tiveram a chance de passar por essas experiências porque a morte lhes chegou cedo demais.






Minha opinião

Em mais um suspense eletrizante, Stephen King leva o leitor para a Carolina do Norte do ano de 1973. Joyland é narrado em primeira pessoa por Devin Jones, um universitário de vinte anos que aceita um emprego temporário no parque de diversões JOYLAND, um lugar estranho e sucateado que é porta de entrada para vários mistérios sem soluções. Entre eles, o mais famoso: o assassinato de Linda Grey, cujo espírito ainda ronda o parque.


Falar sobre Stephen King não é fácil. Primeiramente devo dizer que Joyland é um ótimo livro para quem quer começar a conhecer o autor. Ler esse livro de suspense que te envolve feito um romance policial é ideal para entrar nesse mundo de terror do qual os fãs do autor tanto falam. Se quiser algo mais obscuro e não souber por onde começar temos dicas nesses posts: Precisamos falar sobre Stephen King – Parte 1Precisamos falar sobre Stephen King – parte 2 e Precisamos falar sobre Stephen King – parte 3.


Mas voltando ao livro, Joyland se trata basicamente das experiências de verão do jovem Devin no novo emprego, os amigos que ele faz no parque de diversões, a rotina de trabalho, o ‘‘colóquio’’, mas não se deixe enganar, Joyland é um livro de suspense com todos seus dramas. Podemos conhecer mais sobre a vida difícil de Annie, uma mãe solteira que luta com a doença terminal do filho Mike, um garotinho com ‘‘dons especiais’’ que é o principal parceiro de Devin quando o garoto começa a investiga o assassinato de Linda Grey.


Mas o que realmente houve naquele dia? Quem matou Linda Grey? O que o Joyland esconde?


Essas perguntas levam o leitor facilmente por quase 200 páginas, como um típico romance policial, esperando por cada nova pista, descoberta e claro, as desconfianças que recaem sobre cada atitude suspeita de alguns personagens. King consegue de forma envolvente colocar o leitor em uma situação apreensiva e dramática enquanto todas as peças do quebra-cabeça se encaixam.


Se quiser embarcar nesse parque de diversões cheio de mistérios, você encontra o livro pelo menor preço aqui.


Por João Marcos

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Especial: Séries de livros favoritas

Sempre falamos de livros únicos aqui, então resolvemos mudar um pouco e falar sobre as séries/sagas ou trilogias preferidos de cada um dos redatores do blog.


Amanda: Saga Crepúsculo – Stephenie Meyer


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 Apesar de reunir muitos haters com seus vampiros brilhosos, Crepúsculo foi muito importante pra mim.
Eu estava numa fase difícil da vida, aquela que você questiona sobre o que está fazendo dela, e a saga foi como uma amiga. Ela se tornou um marco no meu retorno aos livros depois de anos. Fui puramente atraída pela sua capa minimalista e em seguida por seu enredo. Me apaixonei, me interessei e levei.
E olha que sou uma pessoa mais de volumes únicos. Sou curiosa e ansiosa demais para ler histórias que se prolongam muito.
Sempre me interessei por enredos com vampiros e Crepúsculo traz um lado mais humanizado deles. A dor e dificuldade de se tornar um ser imortal.
Óbvio que eu como adoro uns vilões tenho como clã favorito: Os Volturi. Gosto muito dos Cullen, claro, em especial o Carlisle, mas acho que Os Volturi trazem aquela maldade com elegância.
Não direi que são os melhores livros que já li pois estaria mentindo. O enredo tem lá suas falhas e seus clichês mas isso não diminui meu amor pela saga. É quase como um "guilty pleasure", aquelas coisas que por vezes temos vergonha de assumir que gostamos mas na verdade adoramos. Mas tô aqui pra provar que dá pra ser fã de Crepúsculo e do Stephen King ao mesmo tempo, viu?
Pra quem gosta de romances envolvendo seres fantásticos a saga é uma ótima opção e se você ainda não conhece nada sobre ela, recomendo ler os livros antes de ver os filmes porque como sempre os livros são melhores (e nesse caso são bem melhores). E não confie nos haters, tire suas próprias conclusões.


[Atenção: se você não concorda com uma obra de fantasia que utilize seres fantásticos que destoem da sua criação primária e traga uma personalidade a eles nunca vista antes, nem perca seu tempo]






João Marcos: Filhos do Éden – Eduardo Spohr


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Eduardo Spohr é o meu autor nacional favorito.
Dono de um Universo grandioso, Eduardo escreveu quatro livros de fantasia baseados no Universo Angélico criado em A Batalha do Apocalipse. Esqueça os vampiros e lobisomens adolescentes (não querendo alfinetar a Amanda mas já alfinetando haha), você precisa ver como anjos de verdade agem, com espadas de fogo, armaduras lustrosas e batalhas
épicas entre celestes e demônios que te fazem perder o fôlego. A trilogia Filhos do Éden é perfeita para quem gosta de uma boa história de fantasia, mas algo não tão épico quanto A Batalha do Apocalipse, com uma história grandiosa, personagens cativantes e todas as características que ajudam a compor mais esse Universo Angélico.
Se você se enquadra nessa categoria de amante da fantasia, Herdeiros de Atlântida, Anjos da Morte e Paraíso Perdido deviam fazer parte da sua meta de leitura.


[Atenção: se você não concorda com uma obra de fantasia que utiliza referências bíblicas e judaico cristãs, não leia]






Priscila: Fronteiras do Universo – Philip Pullman


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A trilogia fronteiras do universo são meus livros preferidos do mundo.
O enredo gira em torno de Lyra e seu daemon e de suas aventuras para descobrir o que é o Pó.
Com um universo que podemos encontrar feiticeiras, ursos de armaduras, mundos paralelos e muitos outros elementos fantásticos, Philip Pullman consegue cativar o leitor de tal forma que só conseguimos largar os livros quando eles acabam.
A bússola de ouro é uma introdução a todo esse universo, A faca sutil nos mostra muitos outros mundos e a Luneta âmbar é o desfecho épico com muita ação.


[Atenção: se você não concorda com uma obra de fantasia que utiliza referências bíblicas e judaico cristãs, também não leia essa série]






E aí? Qual é a série/saga/trilogia favorita de vocês? Compartilhem com a gente!

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Resenha: O adulto - Gillian Flynn

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Livro: O Adulto
Autora: Gillian Flynn
Editora: Intrinseca
Páginas: 59
Nota: 5/5


Sinopse


Vencedor de um Edgar Award, O adulto, de Gillian Flynn é uma homenagem às clássicas histórias de terror.


Uma jovem ganha a vida praticando pequenas fraudes. Seu principal talento é a capacidade de dizer às pessoas exatamente o que elas querem ouvir, e sua mais recente ocupação consiste em se passar por vidente, oferecendo o serviço de leitura de aura para donas de casa ricas e tristes.
Certo dia, ela atende Susan Burkes, que se mudou há pouco tempo para a cidade com o marido, o filho pequeno e o enteado adolescente. Experiente observadora do comportamento humano, a falsa sensitiva logo enxerga em Susan uma mulher desesperada por injetar um pouco de emoção em sua vida monótona e planeja tirar vantagem da situação.
No entanto, quando visita a impressionante mansão dos Burke, que Susan acredita ser a causa de seus problemas, e se depara com acontecimentos aterrorizantes, a jovem se convence de que há algo tenebroso à espreita. Agora, ela precisa descobrir onde o mal se esconde, e como escapar dele. Se é que há alguma chance.
Em seu estilo inconfundível que arrebatou milhares de fãs, Gillian Flynn traça surpreendentes e intrigantes perfis psicológicos dos personagens e tece uma narrativa repleta de suspense ao mesmo tempo em que brinca com elementos clássicos do sobrenatural.






Minha opinião


Gillian Flynn é a rainha do plot twist.
O adulto é um conto, não passa de 60 páginas, mas a autora conseguiu usar muito bem essas poucas páginas.


Enquanto lia o livro tinha certeza que sabia exatamente o que estava acontecendo, mas a maravilhosa Gillian Flynn me dá um banho de "achou que sabia o que tava acontecendo no livro? Achou errado, otária". Nós só sabemos o que acontece de verdade, quando ela quer, ou seja, no final.


O livro tem uma personagem principal super forte, o que é característica dos livros de Flynn. Bom, é difícil falar desse livro sem dar spoiler, então leiam.


Por Priscila Biancardi

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Em ENTREVISTA Especiais de autores interview revival stephen king today tradução traduzida

Entrevista traduzida: Stephen King fala sobre Revival

Eu encontrei essa entrevista no YouTube depois de ler o livro e achei tão interessante e divertida que resolvi traduzir pra que vocês pudesse assistir também. Eu gostaria muito de conseguir incorporar legendas no livro para postar, mas como não sei fazer isso e existem outras questões de licença do vídeo, trouxe a tradução aqui no corpo do post mesmo. É só dá o play no vídeo e lê a tradução abaixo.


https://www.youtube.com/watch?v=FS7_I-d5PNk&t=16s

Matt Lauer (ML): Isso é maneiro! Stephen King nos arrepiou a espinha com trabalhos como "O iluminado", nos deu esperança com "Um sonho de liberdade" e seu último livro "Revival" te deixará suando com questões sobre fé, Deus e o que está além da morte.


Stephen King, sempre bom te ter aqui


Stephen King (SK): Obrigado, é bom estar aqui


ML: Vamos falar sobre o reverendo Jacobs, ok? Ele é um cara que perdeu a fé na religião, virou as costas pra Deus por causa de uma tragédia na sua vida envolvendo sua família.  Ele vai ao púlpito em sua pequena cidade e faz um sermão severo sobre religião que vai tão longe quanto compará-la a uma fraude de seguros


SK: Isso


ML: O entusiasmo com que você escreveu esse sermão me faz pensar que você estava querendo entregá-lo há muito tempo


SK: Eu não diria que eu queria entregá-lo há muito tempo, mas eu estava interessado no reverendo Jacobs, ele é um cara com fé religiosa, eu cresci numa família cristã, metodista, e eu acho que pessoas com muita fé são mais propensas a cair


ML: Esse cara, como eu disse, compara a religião com uma fraude de seguros. Você paga, paga, você acredita, acredita pensando que no fim terá um grande retorno e você descobre que a companhia nem mesmo existe. Você se preocupa em ofender as pessoas ou os leitores fiéis de Stephen King sabem onde você está mentindo?


SK: Eu gosto de pensar que as pessoas (hahaha) sabem diferenciar o personagem do cara que o escreveu porque eu já escrevi muitas coisas horríveis na minha vida, se eles não podem diferenciar, quero dizer, ei pessoal, eu sou do bem, sabe, eu sou (faz cara séria), mas claro que eu diria isso, não diria?


ML: Exato, você nos enganaria.
Vamos falar de alguns assuntos fortes que você aponta no livro, ok? Fé e ciência, a existência de Deus. Nesse estágio da sua vida, você acredita em Deus?


SK: Acredito. Eu decidi acreditar em Deus porque é melhor acreditar que não acreditar. É... eu cheguei a essa conclusão quando percebi que tinha problemas com drogas que eram maiores do que eu poderia resolver sozinho e então, era mais fácil dizer, bem, se eu tenho um poder maior que eu mesmo, tudo bem, eu posso usá-lo pra fazer a vida possível de viver e boa!


ML: E sobre o que há além da vida? Essa ideia da vida após a morte? Eu estava lendo uma entrevista sua que você disse que você desenvolveu uma visão bem agnóstica da vida após a morte, quase uma teoria neurológica


SK: Sim


ML: Quanto ao porquê ela pode existir ou as pessoas possam talvez falar sobre ela


SK: Bem, eu acho que pode ser que nós estejamos conectados de certa maneira a certos circuitos abertos que quando você está morrendo te dá uma carona, que me parece que faria parte do mecanismo de sobrevivência orgânica e que explicaria os fenômenos de luz que as pessoas têm. Contando que o que está depois não seja desvantajoso e acreditando que há um céu ou um campo elísio, certo? Quero dizer, é uma situação ganhar-ganhar, se não houver, não saberemos


ML: Você tem medo da morte?


SK: Não acho que tenha medo da morte tanto quanto tenho medo da doença de Alzheimer ou coisas assim, sabe, problemas físicos


ML: Você se preocupa com o poder de pensar em perder o poder do pensamento e de se expressar


SK: Sim, e tenho que dizer que uma das coisas que direcionou esse livro é que sou curioso sobre essa experiência que todos passaremos. Dizem que na vida só estamos certo da morte e dos impostos mas como alguns pessoas não pagam seus impostos, então só há uma certeza (hahaha)


ML: Uma das coisas que você disse, exato, infelizmente, uma das coisas que você disse... (é interrompido por Stephen)


SK: E provavelmente você já entrevistou algumas aqui (hahaha)


ML: Provavelmente entrevistarei algumas delas. Você disse que ainda tem medo de falhar, o que eu acho bem difícil de acreditar depois de todo sucesso que você tem. Não acho que precisa se preocupar com isso, realmente, Esse livro é chamado "Revival". Estou na metade dele


SK: Ele tem uma atmosfera assustadora (hahaha)


ML: Oh obrigado, tudo bem, ótimo, era algo que estava esperando


SK: Algo para se esperar no escuro, onde ninguém pode te ouvir gritar (hahaha)


ML: Para, só para, pare com isso (hahaha)






Espero que tenham gostado. Eu confesso que me senti mais próxima do autor ao assistir essa entrevista e sou ainda mais fã dele depois de ver toda essa simpatia e humor.


Por Amanda Rocha

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Resenha: Queria ver você feliz - Adriana Falcão

thumbnail_Livro-Adriana-Falcão-PopGlam-Blob-Foto-1-1Foto por popglam.com.br

Livro: Queria ver você feliz
Autor: Adriana Falcão
Editora: Intrínseca
Páginas: 160
Nota: 5/5


Sinopse


Há quem o chame de Eros, Kama, Philea ou Ahava. O Amor, esse personagem mítico, desempenha o papel de narrador na história real do casal Caio e Maria Augusta, pais da autora Adriana Falcão. O Amor se descreve como perfeccionista e obcecado pelos detalhes, nada que o impeça de ser um bocado descuidado com as consequências dos sentimentos que provoca com suas flechas.


Assim, com uma linguagem poética e ao mesmo tempo muito bem-humorada, Adriana revela para seus leitores aquilo que poderia ser descrito como uma história trágica protagonizada por dois personagens atormentados por seus demônios. Apaixonados, Caio e Maria Augusta se casam no Rio de Janeiro da década de 1950 e têm três filhas. Todo o sentimento que eles compartilham não impede que a personalidade exuberante de Maria Augusta se torne mais obsessiva e asfixiante com o passar do tempo, apesar dos medicamentos e dos tratamentos psiquiátricos. Caio, por sua vez, aprofunda uma melancolia que existia nele desde a adolescência, e que culmina nos anos 1970 em tentativas de suicídio.

Mais do que uma história com um final dramático, trata-se de memórias afetivas que alternam momentos de intensa felicidade e outros tantos de dor, como acontece nas melhores famílias.



Minha opinião


Essa é a história de Caio e Maria Augusta.


Narrado por Eros, Kama, Philea, Ahava ou simplesmente Amor, esse sentimento nos leva ao Rio de Janeiro, maio de 1947, mais precisamente até a Fonte da Saudade onde Caio e Maria Augusta se viram pela primeira vez. Ele, um garoto melancólico de 15 anos e ela, uma garota desvairada para época de apenas 14 anos. Os olhos se cruzam, a fitinha cai, começa uma chuva fina, tudo bem romântico.


A partir daí a história de Caio e Maria Augusta se desenrola de um jeito proibido, divertido e dramático. Os bilhetinhos de encontro que os dois trocavam, as cartas que eram enviadas durante as férias de Maria Augusta em Porto Alegre enquanto Caio permanecia no Rio de Janeiro, além de preencher boa parte do livro, nos mostra uma jovem intensa, amorosa, louca de amor e que sentia paixão até demais por aquele jovem loiro e festeiro.


Alternando entre crises de bipolaridade e declarações de amor, Caio e Maria Augusta se envolvem ainda mais num romance dramático que os acompanha até o fim da vida.


O que esse livro tem de especial, João?


Queria ver você feliz é um romance de época tipicamente brasileiro. Cheio de dramas, momentos divertidos e tragédias, como qualquer história de amor real. Falando em realidade, o maior trunfo do livro é que ele é baseado em fatos reais, Adriana Falcão, além de ser autora do livro, é filha de Caio e Maria Augusta.


O modo como Adriana dispôs os fatos reais e íntimos desse casal tão singular, narrados pelo responsável disso tudo, faz com que Queria ver você feliz se torne uma história avassaladora e cativante, assim como é o Amor, ou Eros, ou Kama, ou Philhea, ou Ahava.


Por João Marcos

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