Resenha: Belas maldições - Neil Gaiman e Terry Pratchett

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Livro: Belas maldições
Autor: Neil Gaiman e Terry Pratchett
Editora: Bertrand Brasil
Páginas: 350
Nota: 3/5


Sinopse


O mundo vai acabar em um sábado. No próximo sábado, e ainda por cima antes do jantar. O que é um grande problema para Crowley, o demônio mais acessível do Inferno, residente na Terra, e sua contraparte e velho amigo Aziraphale, anjo genuíno e dono de livraria em Londres. Depois de quatro mil anos vivendo entre os humanos, eles pegaram um gosto pelo mundo, e o Armagedom lhes parece um evento bastante inconveniente. Então, para evitar o fim do mundo, precisam encontrar a chave de tudo: o jovem Anticristo, agora um menino de 11 anos vivendo tranquilamente em uma cidadezinha inglesa. Em seu caminho, acabarão trombando com uma jovem ocultista, dona do único livro que prevê precisamente os acontecimentos do fim do mundo, caçadores de bruxas ainda na ativa e, quem sabe, até os Quatro Cavaleiros do Apocalipse. Mas eles precisam ser rápidos. Não é só o tempo que está acabando...






Minha opinião


Belas Maldições foi minha primeira experiência com Neil Gaiman e posso dizer que estou sem reação.

Belas Maldições é sobre o Apocalipse e como Crowley, um demônio, e Aziraphale, um anjo, tentam impedir o fim do mundo por estarem apegados ao modo de vida dos humanos, o plano dos dois fica mais difícil quando descobrem que o Anticristo está desaparecido.

A escrita de Neil Gaiman é confusa, estamos acostumados a ver o Apocalipse como um evento de proporções épicas e quando topamos com um Apocalipse meio cômico e “parado", notamos uma diferença em como o autor trata o tema como se fosse mais um empecilho na vida de alguém.

Essa fórmula foi realmente inovadora, mas a escrita de Neil Gaiman e Terry Pratchett deixaram a desejar durante todo o livro, as situações cômicas pareciam mais um show de stand up amador no qual as piadas arrancam risos uma vez ou outra. O grupo de crianças presente no livro tenta ser aquele típico grupinho de crianças dos anos 80, porém o único autor que conheço que fez isso de forma marcante foi Stephen King e seu Clube dos Perdedores. Belas Maldições é um livro chato e maduro, uma das minhas personalidades é chata e madura e por isso não achei o livro tão chato.

As últimas 50 páginas finalmente ficaram do jeito que eu esperava, foram as que me deram um gás para terminar o livro e ler um final confuso, mas aceitável.

No final, Belas Maldições é um livro que retrata a missão de dois companheiros para livrar a Terra do Apocalipse, poderia ser surpreendente, mas não foi. Só nos resta esperar que a adaptação para série se saia bem.


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David Tennant como Crowley e Michael Sheen
como Aziraphale nas gravações da série.


Por João Marcos

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